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Internacional França suspende temporariamente uso da vacina de Oxford

França suspende temporariamente uso da vacina de Oxford

Autoridades vão esperar opinião da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) sobre segurança do imunizante

França suspende uso da vacina de Oxford

França suspende uso da vacina de Oxford

Martin BUREAU / AFP

O presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou nesta segunda-feira (15) que o país suspendeu temporariamente o uso da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela AstraZeneca e pela Universidade de Oxford, enquanto espera receber a opinião da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) na terça-feira (16).

"Suspendemos (a vacina) até a tarde de amanhã (terça-feira)", disse Macron em entrevista conjunta com o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, com quem realiza a 26ª reunião bilateral entre os países na cidade francesa de Montauban.

Macron explicou que a decisão, também tomada por outros europeus, como Alemanha e Itália, foi adotada por precaução e seguindo a recomendação do ministro da Saúde francês, Olivier Véran, em coordenação com as autoridades sanitárias.

"Esperamos poder retomá-la rápido, caso a opinião da EMA permita", acrescentou o governante.

Diversos países europeus registraram casos de trombose entre os vacinados com o imunizante da AstraZeneca e investigam se há relação de causa e efeito. A EMA se pronunciará a respeito do assunto na tarde da terça-feira.

A campanha de vacinação na França foi iniciada no final de dezembro e, segundo números de 13 de março, 5,07 milhões de pessoas já receberam uma primeira dose das vacinas de Pfizer, Moderna ou AstraZeneca, e 2,2 milhões já completaram o ciclo de duas injeções.

A França superou a marca de 90 mil mortes por complicações da covid-19. Desde o início da pandemia, o país totaliza 90.455 óbitos entre 4,07 milhões de casos confirmados.

O país mantém um toque de recolher das 18h às 6h. Em cidades como Nice e Dunquerque, também está em vigor um confinamento durante os fins de semana.

Macron anunciou nesta segunda-feira que espera poder oferecer nos próximos dias "um calendário" sobre as próximas etapas e decisões para frear a pandemia.

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