Internacional Google: processo por monopólio 'não ajudará consumidores'

Google: processo por monopólio 'não ajudará consumidores'

Empresa diz que processo movido pelo governo dos EUA e 11 estados irá piorar as condições de mercado para os usuários e que a escolha é livre

  • Internacional | Da EFE

Empresa se defendeu de acusações de monopólio

Empresa se defendeu de acusações de monopólio

Mike Blake/Reuters - 27/07/2020

O Google afirmou nesta terça-feira (20) que o processo por monopólio movido pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e 11 estados contém "muitos defeitos e não fará nada para ajudar os consumidores".

"As pessoas usam o Google porque o escolheram, não porque foram forçadas ou porque não podem encontrar alternativas", comentou no blog oficial da empresa o vice-presidente para assuntos globais e chege do departamento jurídico, Kent Walker.

De acordo com o dirigente, "este processo não fará nada para ajudar os consumidores, pelo contrário, promoverá de forma artificial buscadores alternativos de menor qualidade, aumentará o preço dos telefones e complicará para as pessoas o uso dos serviços de busca que desejam".

Walker alegou que o processo anunciado contém "muitos defeitos" e se baseia em "argumentos antimonopólio duvidosos" em relação à sua estratégia comercial para dar ao buscador um lugar de destaque em smartphones, computadores e outros dispositivos.

Acusação de monopólio

O processo do governo americano e de 11 estados foi movido nesta terça-feira por suposto monopólio nos mercados de anúncios e busca na internet, após um ano de investigações, o que abre um histórico caso antimonopólio no mercado digital.

O procurador adjunto do Departamento de Justiça, Jeffrey Rosen, disse em entrevista coletiva que a ação judicial ressalta que o Google está sustentando seu papel como "o principal guardião" do acesso à internet através de "uma rede ilegal de acordos exclusivos que prejudicam os concorrentes".

Entre eles, citou o pagamento de bilhões de dólares à Apple para colocar o mecanismo de busca do Google como o padrão em seus iPhones e a proibição de integrar os motores dos concorrentes através de contratos especiais.

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