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Internacional Governadores se preocupam com covid durante protestos nos EUA

Governadores se preocupam com covid durante protestos nos EUA

Manifestações começaram em Minneapolis após assassinato de George Floyd e se espalharam pelo país, com milhares de pessoas indo às ruas diariamente

  • Internacional | Do R7

Governadores se preocupam com transmissão da covid

Governadores se preocupam com transmissão da covid

Terray Sylvester/Reuters - 31.5.2020

Governadores, políticos e especialistas em saúde dos EUA estão preocupados com a possibilidade de os protestos contra racismo e o assassinato de George Floyd aumentarem os casos de coronavírus pelo país, que já é o país com o maior número de contágios e mortes por covid-19 no mundo e ainda está vendo um grande número de novas infecções todos os dias.

Na última segunda-feira (25), o homem negro George Floyd foi assassinado pelo policial branco Derek Chauvin, que ficou ajoelhado por mais de 7 minutos sobre o pescoço de Floyd, em Minnesota. O caso gerou revolta pelo país e cidadãos da cidade saíram para protestar todos os dias desde então.

Durante a semana, o número de cidades por todo o país que se juntaram aos protestos contra o racismo e brutalidade policial. No domingo, foram 140 cidades, segundo dados do jornal The New York Time.

Com as multidões e uma pandemia em curso, governadores e políticos compartilham do medo de ver o número de casos de coronavírus subindo rapidamente. O vírus demora de 5 a 14 dias para começar a manifestar sintomas e o resultado da transmissão comunitária será vista em duas semanas.

O governador de Minnesota, Tim Waltz, diz que o aumento de casos já é esperado.

“Eu estou profundamente preocupado com uma super disseminação”, disse, segundo a CNN. “Não vamos ver um aumento nos casos de covid-19. É inevitável”.

Em Nova York, estado e cidade mais afetados pela doença, o prefeito e o governador também expressaram preocupação e medo em ver recursos se esgotando e hospitais sobrecarregados de novo.

“Eu ainda gostaria que as pessoas percebessem que reunir pessoas é perigoso durante uma pandemia, e eu vou continuar pedindo que as pessoas não façam isso e que, se forem fazer, que foquem no distanciamento social e usem máscaras”, disse o prefeito Bill de Blasio no sábado.

“Você não pode ver claramente o racismo, você não pode ver um assassinato racista e não sentir algo profundo, e eu entendo isso”, acrescentou. “Mas a última coisa que nós queremos ver são membros da nossa comunidade feridos porque o vírus se espalha nesse cenário”.

O governador do Estado, Andrew Cuomo, reconheceu o direito das pessoas de protestarem, mas pediu que as pessoas usem máscaras e protejam uns aos outros e disse que ninguém “tem o direito de infectar outra pessoa, você não tem o direito de agir de forma que possa prejudicar o sistema público de saúde”.

“Proteste com uma máscara”, disse. “Você está errado se não usar uma máscara, eu acho que você é desrespeitoso, eu acho que você que você está pondo a vida dos outros em risco sem necessidade”, disse.

Em Atlanta, a prefeita Keisha Lance Bottoms disse que também está preocupada com o impacto do vírus e que está tão focada com os protestos que não está conseguindo ver os novos dados da pandemia.

“Ontem à noite eu percebi que não olhei para os nossos números do coronavírus em dois dias”, disse para a CNN. “Isso é aterrorizante porque é uma pandemia e negros estão sendo atingidos mais fortemente”.

EM FOTOS: Protestos e homenagens a George Floyd ocorrem em vários países

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