Governantes americanos reconhecem Guaidó na Venezuela

Líderes dos EUA, Brasil, Peru, Colômbia e Paraguai foram os primeiros a reconhecer o governo do líder do Parlamento do país

Guaidó se declarou presidente interino do país em manifestação em Caracas

Guaidó se declarou presidente interino do país em manifestação em Caracas

Reuters/Carlos Garcia Rawlins - 23.01.2019

Governantes reconheceram nesta quarta-feira Juan Guaidó como presidente interino do país, após o líder do parlamento fazer o juramento do cargo durante um protesto em Caracas.

O primeiro a reconhecer foi o presidente dos Estdos Unidos Donald Trump, através da conta do Twitter da Casa Branca.

Mais tarde, em sua conta, ele afirmou que continuará "usando todo o peso da economia dos Estados Unidos e o poder da diplomacia para pressionar a restauração da democracia venezuelana".

Também pelo Twitter, o presidente Jair Bolsonaro também declarou apoio ao governante.

"O Brasil apoiará a política e  economicamente o processo de transição para que a democracia e a paz social volte a Venezuela."

Os presidentes da Colômbia, Peru, Equador e Costa Rica fizeram anúncio semelhante no Fórum Econômico de Davos, na Suíça.

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A divulgação foi feita após uma reunião na qual participaram o presidente Jair Bolsonaro e seus homólogos da Colômbia, Iván Duque; da Costa Rica, Carlos Alvarado; e do Equador, Lenín Moreno, além da vice-presidente do Peru, Mercedes Aráoz.

Duque, que foi o primeiro a tomar a palavra diante de um reduzido grupo de jornalistas, disse que o seu país "reconhece Juan Guaidó como presidente da Venezuela e acompanha este processo de transição para a democracia para que o povo venezuelano se liberte da ditadura".

Já Mario Abdo, presidente do Paraguai, afirmou no Twitter que o povo venezuelano pode "contar conosco para abraçar de novo a liberdade e a democracia" no país.

O presidente argentino Mauricio Macri também usou a rede social para expressar seu apoio ao que ele classificou como "reconstrução da democracia venezuelana".

Segundo informações da Reuters, um funcionário do governo que pediu anonimato afirmou que o Canadá também deve reconhecer o líder do Parlamento como presidente do país.

O governo mexicano até o momento é o único da América Latina que reiterou sua posição de afirmar que continua reconhecendo Nicolás Maduro como presidente do país.

Jesús Ramírez Cuevas, porta-voz do governo, disse à agência EFE que "não há mudanças de postura, e isto implica em que o México segue reconhecendo Nicolás Maduro como presidente. Ele é o presidente democraticamente eleito".

Organizações internacionais

O presidente da OEA (Organização dos Estados Americanos), Luis Almagro, apoiou e felicitou Juan Guaidó após ele se declarar presidente. Segundo Almagro, Guaidó "tem todo o nosso reconhecimento para impulsionar o país no retorno à democrácia".

A ONU fez uma declaração mais contida, e disse que está acompanhando o desenvolvimento da crise e "deseja que todas as partes interessadas se comprometam com negociações inclusivas para enfrentar os desafios do país.

Declaração

Juan Guaidó, presidente do Parlamento venezuelano, se declarou presidente nesta quarta-feira (23) com um juramento sobre a Constituição durante manifestações de opositores do governo em Caracas, na Venezuela.

"Sabemos que isso terá consequências, sabemos o que é necessário para nos manter nas ruas da Venezuela até conseguir a democracia. Não vamos permitir que desinfle este grande movimento de esperança e força nacional", afirmou.

"Vamos insistir até a democracia, até a liberdade, até que cada venezuelano tenha pão na mesa, até que retornem a água e o gás às casas da Venezuela, até que nossos filhos voltem ao território nacional, até que consigamos definitivamente a prosperidade", discursou.

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