Governo da Itália endurece medidas contra eventos e festas noturnas

Em meio a preocupação sobre o aumento do número de casos, regiões do país estão buscando endurecer as medidas de contenção a covid-19

Cerca de 100 estabelecimentos de entretenimento foram fechados neste fim de semana

Cerca de 100 estabelecimentos de entretenimento foram fechados neste fim de semana

Riccardo Antimiani - EFE/EPA/ANSA 10.08.2020

O Ministério do Interior da Itália e os presidentes das regiões do país estão buscando endurecer as medidas de contenção ao novo coronavírus, especialmente em espaços de festas e eventos frequentados por jovens, inclusive, com a proibição de luais nas praias durante a semana.

Em meio a preocupação sobre o aumento do número de casos, o governo anunciou neste domingo (9) que foram registrados 463 resultados positivos em testes de diagnóstico nas 24 horas anteriores.

Nos últimos dias, a média dos infectados pelo patógeno passou a estar baixo dos 40 anos. A metade dos casos no país envolve pessoas que estão entre os 20 e 50 anos, e 10% dos afetados são menores de idade.

De acordo com o Ministério do Interior, cerca de 100 estabelecimentos de entretenimento foram fechadas neste fim de semana, por não cumprirem normas de contenção ao novo coronavírus. No anterior, 18 tinham sido interditados.

As tradicionais fogueiras da noite de São Lourenço, que deveriam acontecer hoje, por exemplo, estão proibidas. Além disso, até 7 de setembro, segue sendo obrigado o uso de máscara em locais fechados e que se mantenha distância física obrigatória entre as pessoas.

Atualmente, na Itália, só está permitida a abertura de boates ao ar livre, mas algumas regiões optaram por também autorizar estabelecimentos deste tipo a funcionarem mesmo com ambientes fechados.

Outra preocupação é com o registro de casos de pessoas que chegam do exterior, sejam estrangeiros em férias ou habitantes da Itália que retornam de regiões turísticas no exterior.

O presidente da região do Lácio, onde está inserida Roma, Nicola Zingaretti, admitiu a ideia de realizar testes obrigatórios nas pessoas que chegam de países com alto índice de contágio, apesar de não citar nenhum nominalmente.