Crise na Venezuela

Internacional Governo da Venezuela e oposição iniciam diálogo no México

Governo da Venezuela e oposição iniciam diálogo no México

Nova rodada de negociações, que será mediada pelo governo da Noruega, começa dois anos após o fracasso da última

Reuters
Chefe da delegação do governo venezuelano, Jorge Rodriguez chega ao México

Chefe da delegação do governo venezuelano, Jorge Rodriguez chega ao México

EFE - 13.8.2021

Representantes do governo da Venezuela e da oposição iniciaram uma rodada de negociações na Cidade do México, nesta sexta-feira (13), com o objetivo de superar a grave crise no país.

Leia também: Governo e oposição da Venezuela retomam negociações no México

Ao contrário de tentativas anteriores que fracassaram, as negociações, que vão até domingo, contam com a participação de um grande grupo de fiadores. A Noruega atuará como facilitadora, a Holanda e a Rússia serão acompanhantes e uma dezena de outros países, como Bolívia e Turquia, fazem parte de um "grupo de amigos".

“Estamos certos de que sob os auspícios da paz construiremos um acordo para venezuelanas e venezuelanos, para a convivência pacífica... para olhar, como todos devemos olhar, para o futuro”, disse o presidente do Parlamento venezuelano e enviado do presidente Nicolás Maduro, Jorge Rodríguez, antes do início das conversações.

Para avançar em um eventual acordo, o governo de Maduro exige a suspensão das sanções impostas por Estados Unidos e Europa a autoridades e instituições de seu país, apontando-as como responsáveis ​​pela crise econômica que assola a nação petroleira.

Por sua vez, a coligação opositora pede o ingresso de ajuda humanitária, incluindo vacinas contra Covid-19, a libertação de dezenas de apoiadores que considera "presos políticos" e garantias de participação nas eleições regionais de novembro, depois de ter se retirado das eleições parlamentares no final do ano passado.

A crise venezuelana assola a região, gerando um êxodo em massa que a Organização dos Estados Americanos (OEA) estimou recentemente que chegará a sete milhões de pessoas em 2022, acima de países em guerra como a Síria.

Últimas