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Internacional Governo italiano pede que cientistas desenhem nova fase de quarentena

Governo italiano pede que cientistas desenhem nova fase de quarentena

Regras de isolamento no país com mais mortes por covid-19 no mundo valem até 13 de abril e relaxamento depende da evolução da curva de contágios

  • Internacional | Do R7

Itália é o país com mais mortes por coronavírus no mundo: mais de 17 mil

Itália é o país com mais mortes por coronavírus no mundo: mais de 17 mil

Marco Ottico / EFE-EPA - 8.4.2020

O primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, reuniu-se na terça-feira (7) com o comitê científico que assessora o governo no combate à pandemia de coronavírus no país para começar a desenhar a segunda fase das políticas de isolamento em vigor no país que, até agora, é o que mais registrou mortes por covid-19 em todo o mundo - mais de 17 mil até agora.

As atuais medidas, que incluem isolamento total da população com manutenção exclusivamente das atividades essenciais, valem até 13 de abril.

Segundo o Instituto de Saúde da Itália, o país tem registrado uma estabilização no crescimento de casos e de fatalidades registrados diariamente, o que pode indicar que a pandemia tenha entrado no chamado "platô", quando a curva de contágios para de subir, mas o número de novos casos ainda não cai. Há a expectativa de que isso possa acontecer nas próximas semanas, o que vai determinar o tipo de medidas adotadas na fase 2 da quarentena italiana.

Durante a reunião, Conte foi cauteloso ao declarar que a Itália precisa retomar, em algum momento, a sua atividade econômica. "A proteção da saúde da população no topo das prioridades, mas o motor da economia não pode ficar desligado por muito tempo", teria dito o presidente, segundo a imprensa italiana.

Ainda segundo os jornais italianos, Conte estaria preocupado com o estado psicológico dos cidadãos, a ordem pública e o impacto do fechamento da economia. "Não podemos nos dar ao luxo de recomeçar [o surto da doença]", disse o primeiro-ministro.

Nova fase poderia começar em maio

O comitê científico estima que medidas menos duras de isolamento poderiam iniciar em 4 de maio, novamente, dependendo do desenrolar da curva de contágio.

As medidas privilegiariam a retomada econômica dentro de padrões muito estritos. Por exemplo, com a manutenção da maior parte da força de trabalho em esquema de home office e com o estabelcimento de jornadas mais curta e alternadas de trabalho.

A liberação da população para qualquer atividade que não seja de trabalho deve levar ainda muitas semanas, estimam os especialistas. Todo tipo de evento público com reunião de muitas pessoas seguiria proibido por tempo indeterminado.

A retomada do comércio também teria de ser gradual, com o controle do número de pessoas dentro de cada estabelecimento. Bares e restaurantes não seriam reabertos de imediato.

Também para evitar a circulação de muitas pessoas nas ruas, as creches, escolas e universidades deverão permanecer fechadas até setembro. Isso evitaria contágios em crianças, adolescentes e jovens que poderiam entrar em contato com pessoas dos grupos de risco, além de aumentar a possibilidade de o coronavírus seguir circulando de forma assintomática.

A grande preocupação do comitê científico é que a covid-19 não ressurja após a provável queda no número de casos esperada para os próximos dias. Se isso acontecer, o isolamento total poderia ser retomado imediatamente.

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