Crise na Venezuela
Internacional Grupo de Lima não aborda intervenção militar na Venezuela

Grupo de Lima não aborda intervenção militar na Venezuela

Durante reunião em Ottawa, organização declarou que está buscando saída constitucional para crise e que resposta está nas mãos de Maduro

Grupo de Lima não aborda intervenção militar

Grupo de Lima não aborda intervenção militar

REUTERS/Manaure Quintero 02.02.2019

O ministro do Reino Unido para a Europa e a América, Alan Duncan, declarou nesta segunda-feira (4) que o Grupo de Lima não abordou durante sua reunião de emergência em Ottawa a possibilidade de uma intervenção militar na Venezuela.

"Não houve nenhuma menção a uma intervenção militar. Estamos buscando uma saída constitucional apropriada pelo bem do povo da Venezuela", disse Duncan aos jornalistas.

O ministro britânico, que participa da reunião do Grupo de Lima, declarou que "a resposta a essa pergunta está nas mãos de Nicolás Maduro".

"Se também reconhecesse Juan Guaidó e a Assembleia Nacional como os poderes constitucionais legítimos da Venezuela, essa questão não seria abordada", completou.

O Reino Unido, assim como o grosso da União Europeia (UE), reconheceu Guaidó como governante interino da Venezuela, depois que se autoproclamou presidente em exercício do país no último dia 23 de janeiro.

Duncan acrescentou que "o que Maduro também deveria fazer de forma imediata é outorgar acesso apropriado para a distribuição de produtos humanitários à Venezuela".

"Esteve negando as necessidades humanitárias enquanto as pessoas estão morrendo de fome", lamentou.

Precisamente nesta segunda-feira, o primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, anunciou durante a abertura da reunião do Grupo de Lima a concessão de 53 milhões de dólares canadenses (US$ 39 milhões) de ajuda humanitária para os venezuelanos.

Trudeu explicou que a assistência será destinada a "cobrir as necessidades básicas dos mais afetados, incluindo imigrantes e refugiados".

Dessa quantia, 18 milhões de dólares canadenses (US$ 13,3 milhões) serão destinados a "governos afetados pela migração para que possam absorver a carga de proporcionar serviços à crescente população".

Outros 5 milhões de dólares canadenses (US$ 3,7 milhões) servirão para ajudar os refugiados venezuelanos no Peru; e 2 milhões de dólares canadenses (US$ 1,48 milhão) serão para contribuir para o acesso ao mercado de trabalho de migrantes venezuelanos e retornados colombianos.

Outra verba, de 11 milhões de dólares canadenses (US$ 8,1 milhões), será destinada a apoiar a educação de meninas na fronteira entre a Colômbia e a Venezuela.

Além disso, 16 milhões de dólares canadenses (US$ 11,8 milhões) estarão destinados a organizações humanitárias.

A última parcela são 887.000 dólares canadenses (US$ 656.000) para o Escritório do Alto Comissário dos Direitos Humanos da ONU.