Grupo jihadista assume autoria de atentado que matou 92 na Somália

Atentado com um caminhão-bomba em Mogadíscio deixou 92 mortos e 125 feridos no último sábado

Mogadíscio vem sendo palco de diversos ataques do Al Shabab, grupo filiado à Al Qaeda desde 2012

Mogadíscio vem sendo palco de diversos ataques do Al Shabab, grupo filiado à Al Qaeda desde 2012

Feisal Omar/Reuters

O grupo jihadista Al Shabab reivindicou nesta segunda-feira (30) a autoria do atentado com um caminhão-bomba em Mogadíscio, capital da Somália, que deixou 92 mortos e 125 feridos no último sábado.

O anúncio foi feito através da emissora oficial do grupo terrorista, a "Andalus". O porta-voz do Al Shabab, Ali Dheere, garantiu que o alvo da ação eram civis turcos. "Seguiremos atacando os turcos que invadam nosso país", garantiu o representante da organização.

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O massacre matou engenheiros de origem turca e está sendo considerado o pior ataque terrorista realizado na Somália desde 2017, quando a explosão de vários caminhões-bomba deixou mais de 500 mortos em Mogadíscio.

O Al Shabab se responsabilizou pelo atentado horas depois que a Agência Nacional de Inteligência e Segurança da Somália acusou um "país estrangeiro" de organizar a ação, embora sem divulgar detalhes ou qualquer evidência.

Pelo menos 25 pessoas estão com paradeiro desconhecido, desde o dia do massacre, segundo fontes do governo somaliano.

Mogadíscio vem sendo palco de diversos ataques do Al Shabab, grupo filiado à Al Qaeda desde 2012 e que controla áreas rurais do centro e sul da Somália, país que busca instaurar um estado islâmico ultraconservador.