Crise na Venezuela
Internacional Guaidó denuncia que Maduro quer dissolver Parlamento amanhã

Guaidó denuncia que Maduro quer dissolver Parlamento amanhã

Em vídeo nas redes sociais, líder da oposição diz que governo da Venezuela vai 'convocar ilegalmente eleições e perseguir maciçamente deputados'

Guaidó denuncia que Maduro pretende dissolver parlamento amanhã

Guaidó diz que Maduro irá 'convocar eleições ilegalmente'

Guaidó diz que Maduro irá 'convocar eleições ilegalmente'

Fausto Torrealba/Reuiters

O chefe do parlamento da Venezuela, o opositor Juan Guaidó, reconhecido como presidente interino do país por mais de 50 governos, denunciou neste domingo (11) que Nicolás Maduro pretende dissolver o Legislativo amanhã.

"No dia de amanhã, eles (o chavismo) pretendem dissolver o parlamento, convocar ilegalmente eleições parlamentares e, inclusive, também perseguir maciçamente deputados", disse Guaidó em vídeo divulgado pelas redes sociais.

Veja o pronunciamento de Guaidó, publicado no Twitter:

Guaidó afirmou que a Assembleia Nacional Constituinte, integrada apenas por governistas e não reconhecida por vários países, convocou para amanhã, de forma "quase irregular", uma sessão extraordinária para aprovar a medida.

"É a nova loucura da ditadura", afirmou Guaidó no vídeo.

O líder da oposição disse que já entrou em contato com outros governos que o apoiam, entre eles o dos Estados Unidos, e preparará uma "ofensiva política" contra Maduro.

Além disso, Guaidó ressaltou que qualquer tentativa de perseguição contra os líderes da oposição não diminuirá a pressão sobre Maduro, que os críticos do chavismo querem tirar do poder para implementar um governo de transição e convocar "eleições livres".

No vídeo, Guaidó também criticou a tentativa do chavismo de tentar convencer a população que o bloqueio sobre os bens estatais da Venezuela sob jurisdição dos EUA, anunciado na última semana por Donald Trump, é o motivo da crise econômica enfrentada pelo país.

"Isso é uma sanção contra Maduro por corrupção", ressaltou Guaidó.

O líder chavista alertou nesta semana que punirá com severidade os "traidores" que apoiarem as novas sanções econômicas dos Estados Unidos contra a Venezuela.

A advertência foi reforçada pelo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, que reiterou as ameaças feitas pelo presidente do país.

Ontem, em um protesto contra o bloqueio imposto por Trump, Maduro chamou Guaidó de "verme desprezível" e de "traidor da pátria".