Guaidó exige abertura da fronteira da Venezuela com o Brasil

Líder do parlamento venezuelano, que se autoproclamou presidente, exigiu que o fechamento da fronteira, anunciado por Nicolás Maduro, seja revertido

Guaidó exigiu reabertura da fronteira com o Brasil

Guaidó exigiu reabertura da fronteira com o Brasil

Miguel Gutierrez / EFE / 21.2.2019

O líder do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente em exercício do país, exigiu nesta quinta-feira (21) a abertura a fronteira com o Brasil, depois que o presidente Nicolás Maduro decretou seu fechamento.

Em um "decreto presidencial" compartilhado na sua conta do Twitter, Guaidó diz que ordena "aos órgãos do poder público responsáveis (...) que mantenham aberta a fronteira com o país irmão da República Federativa do Brasil".

Além disso, indicou que reitera a disposição da Venezuela "a manter as relações diplomáticas, consulares e de toda ordem com as autoridades das ilhas de Aruba, Curaçao e Bonaire, assim como com as correspondentes autoridades do Reino dos Países Baixos", cuja situação foi colocada "sob revisão" por Maduro.

Guaidó afirmou que seu decreto se sustenta no exercício de funções como presidente em exercício do país, após proclamar-se como tal em janeiro por considerar Maduro ilegítimo ao ter conquistado seu segundo mandato em eleições tachadas de fraudulentas.

O governante Nicolás Maduro tinha ordenado o fechamento da fronteira com o Brasil a partir das 21h desta quinta e até novo aviso, em um momento no qual a oposição pressiona pela entrada da ajuda humanitária que está sendo armazenada em Roraima, assim como na Colômbia e em Curaçao.

Além disso, ontem o governo de Maduro anunciou que se viu "forçado" a pôr "sob revisão" suas relações diplomáticas com Bonaire, Aruba e Curaçao, três territórios que fazem parte dos Países Baixos.

Esta medida se seguiu ao fechamento das comunicações aéreas e marítimas com estes três territórios, e que foi informada na terça-feira pela agência estatal de notícias "AVN".

A crise política venezuelana se acentuou em janeiro, quando Maduro assumiu um novo mandato de seis anos cuja legitimidade não é reconhecida pela oposição e parte da comunidade internacional, e após a autoproclamação como presidente do líder opositor.