Crise na Venezuela
Internacional Guaidó se reúne com membros da UE para abordar transição

Guaidó se reúne com membros da UE para abordar transição

Líder da oposição é reconhecido presidente da Venezuela por mais de 40 países e conversou sobre planos de governo democrático no país

Guaidó se reune com membros da União Europeia

Guaidó se reune com membros da União Europeia

REUTERS/Manaure Quintero 04.02.2019

O presidente da Assembleia Nacional (parlamento) da Venezuela, Juan Guaidó, se reuniu nesta quarta-feira (6) com representantes da União Europeia (UE), aos quais agradeceu o reconhecimento que recebeu da maioria dos países do bloco como presidente interino e tratou da "transição democrática" no país sul-americano.

"Hoje conversamos com representantes da União Europeia para consolidar seu apoio e a transição democrática" na Venezuela, escreveu Guaidó no Twitter, uma mensagem que está acompanhada de várias fotos do encontro com os diplomatas.

Além disso, o presidente do parlamento agradeceu mais uma vez "o reconhecimento da comunidade internacional aos esforços empreendidos para resgatar" a liberdade na Venezuela.

Cerca de 20 dos 28 países que compõem a UE, entre eles Espanha, França, Alemanha, Portugal e Reino Unido, reconheceram Guaidó como presidente interino da Venezuela.

Assim, a lista de países do mundo que reconheceram Guaidó nesse cargo supera os 40.

Entre eles estão Estados Unidos, Canadá, Israel, Brasil e Colômbia, além do Parlamento Europeu.

A Bélgica, por sua vez, anunciou que apoiava Guaidó "em sua missão: organizar eleições livres e transparentes para que a população possa se expressar livremente e para levar à reconciliação na Venezuela".

Em 23 de janeiro, Guaidó se autoproclamou como presidente interino da Venezuela diante de uma multidão de pessoas que o aclamaram como tal.

O político opositor adotou essa medida como resposta à posse de Nicolás Maduro como presidente depois que o político chavista venceu as eleições de 20 de maio do ano passado, que não foram reconhecidas pela oposição e por boa parte da comunidade internacional, que as considerou fraudulentas.

Entre os países que não reconheceram Guaidó como presidente interino estão China e Rússia, mas o próprio presidente do parlamento qualificou como "muito interessante" a atitude tomada por Pequim e Moscou.

Segundo Guaidó comentou ontem, esses dois países "pareciam, inclusive, que não só estavam retirando seu apoio a Maduro, mas que também (apoiavam) a possibilidade de um novo governo que garanta (...) os investimentos e a estabilidade do país".

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