Internacional Hariri será premiê do Líbano pela 4ª vez e promete evitar colapso

Hariri será premiê do Líbano pela 4ª vez e promete evitar colapso

Primeiro-ministro terá o desafio de recuperar o país que vive uma grave crise econômica, além das consequências da covid-19 e a megaexplosão em Beirute

Reuters
Um ano após deixar o cargo, Hariri voltou a ser nomeado primeiro-ministro

Um ano após deixar o cargo, Hariri voltou a ser nomeado primeiro-ministro

Dalati Nohra / Divulgação via Reuters - 22.10.2020

Saad al-Hariri foi nomeado como primeiro-ministro do Líbano pela quarta vez nesta quinta-feira (22) e prometeu formar um novo governo que consiga lidar com a pior crise do país desde a guerra civil de 1975-1990.

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Após a nomeação, Hariri disse que montará rapidamente um gabinete de especialistas "com a missão de realizar as reformas econômicas e financeiras" delineadas em um roteiro francês para liberar a ajuda estrangeira.

Mas ele enfrenta grandes desafios para navegar pela política sectária do Líbano e formar um gabinete, que depois precisa resolver uma lista crescente de problemas: uma crise bancária, o enfraquecimento da moeda nacional, a pobreza em ascensão e dívidas estatais debilitantes.

Um novo governo também terá que enfrentar uma disparada de casos de Covid-19 e as consequências da explosão gigantesca ocorrida em agosto no porto de Beirute que matou quase 200 pessoas e causou bilhões de dólares de danos.

Quarto mandato

Aos 50 anos, Hariri já exerceu três mandatos como premiê desde 2009 — o posto é reservado a muçulmanos sunitas no sistema de partilha de poder libanês. Seu último gabinete de coalizão foi derrubado quase exatamente um ano atrás, quando manifestantes furiosos sacudiram o país protestando contra a elite governante por causa das décadas de corrupção e desperdício estatais.

Hariri, o único candidato nas conversas desta quinta-feira, foi apoiado pela maioria dos parlamentares.

"Digo aos libaneses que estão sofrendo aflições a ponto de se desesperarem que estou determinado a trabalhar para deter o colapso que está ameaçando nossa economia, nossa sociedade e segurança", disse ele aos repórteres.

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