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Internacional Homem que planejou ataque a príncipe George pega perpétua

Homem que planejou ataque a príncipe George pega perpétua

Investigadores acreditam que Rashid estava montando uma operação para 'espelhar' a unidade de propaganda do Daesh em Raqqa, na Síria

ataque príncipe george

Rashid encorajava ataques de lobo solitário

Rashid encorajava ataques de lobo solitário

Polícia de Manchester/Handout/Reuters

Husnain Rashid, um simpatizante do Daesh que convidou seus seguidores nas redes sociais a fazerem um ataque na escola onde o príncipe George estuda foi condenado a três prisões perpétuas nesta sexta-feira (13). Ele deve passar ao menos 25 anos na cadeia.

Rashid utilizava o aplicativo Telegram, que possui uma criptografia forte, para enviar mensagens encorajando ataque de lobos solitários.

Em uma das mensagens ele enviou uma foto do príncipe George e da escola Thomas's Battersea, no sul de Londres, onde o terceiro na linha de sucessão ao trono estuda e escreveu "Nem a família real será deixada sozinha. A escola começa cedo".

A mensagem foi disparada em setembro do ano passado, uma semana depois que George tinha começado as aulas.

Rashid, que também é professor de islamismo, também incentivava ataques para acontecer durante a Copa do Mundo. Ele estava preparando uma revista onde ensinava a usar "carros, armas e bombas", durante os jogos do Mundial.

A principal sugestão da revista é que o responsável pelo ataque "continuasse matando até que fosse morto".

Investigadores acreditam que Rashid estava montando uma operação para "espelhar" a unidade de propaganda do ISIS em Raqqa, na Síria.

O homem também planejava ataques do outro lado do oceano, em Nova York. Ele enviou um mapa da Sexta Avenida que dizia "Você já fez seus preparativos para a Parada de Halloween de Nova York? A contagem regressiva começa".

O post foi feito logo após Sayfullah Saipo, ter jogado um caminhão contra pedestres em Nova York, matando oito pessoas e ferindo outras.

Rashid, no início, se declarou inocente. Durante o andamento do julgamento, no entanto, ele mudou de opinião e admitiu três acusações de envolvimento em conduta na preparação de atos terroristas.