Novo Coronavírus

Internacional Hong Kong eleva restrições para evitar 3ª onda de coronavírus

Hong Kong eleva restrições para evitar 3ª onda de coronavírus

Os temores de uma possível terceira onda de contágios aumentaram em Hong Kong na semana passada, quando foram confirmados 211 casos

  • Internacional | Da EFE

Hong Kong volta a impor restrições para impedir terceira onda da covid-19

Hong Kong volta a impor restrições para impedir terceira onda da covid-19

Tyrone Si/Reuters

As autoridades de Hong Kong aumentaram as restições nesta segunda-feira (13) para tentar conter a propagação do novo coronavírus, reduzindo de 50 para quatro o limite de pessoas que podem se reunir. Além disso, anunciaram o fechamento de bares e estabelecimentos noturnos após o surgimento de novos casos de covid-19 na região.

A chefe do governo local, Carrie Lam, explicou as novas medidas em entrevista coletiva. Nesta segunda-feira, Hong Kong registrou 41 casos de covid-19, dos quais 20 ainda têm a origem desconhecida.

Os temores de uma possível terceira onda de contágios aumentaram em Hong Kong na semana passada, quando foram confirmados 211 casos, 143 deles por transmissão local e 31% com a origem indeterminada.

Teme-se também que o regresso a Hong Kong de pessoas de outros países possa agravar a situação: além das 41 infecções locais registadas hoje, foram detectadas outras 11 em doentes com este perfil.

Leia mais: OMS orienta viajantes a levar pandemia de covid-19 a sério

Lam anunciou que ninguém será autorizado a entrar em Hong Kong se sair de áreas de risco sem fornecer um diagnóstico negativo do exame de coronavírus.

Mais restrições

A partir de quarta-feira (15), o número de pessoas que podem se sentar à mesma mesa em restaurantes também será limitado a quatro, e à noite (entre as 18h e as 5h do dia seguinte) não será permitido comer no local, apenas será servida comida para a viagem.

Bares, boates e estabelecimentos de karaokê, entre outros, também serão novamente fechados - inicialmente por sete dias, para que a situação será revista - e será necessário usar máscaras nos transportes públicos.

Por último, Lam pediu às empresas do setor privado para que ofereçam a possibilidade do trabalho remoto, de modo a evitar riscos de contágio.

Em meados de junho, quando a situação parecia relativamente sob controle, todas as limitações aos restaurantes foram suspensas e o número máximo de pessoas que podiam se encontrar foi limitado a 50.

Possibilidade de terceira onda

Diante de uma possível terceira onda, na semana passada o governo retomou algumas das medidas de distanciamento social, limitando o número de pessoas em uma mesa a oito e aumentando o número de testes realizados para cerca de 400 mil funcionários de transportes públicos, lojas e asilos de idosos.

O objetivo é aumentar o número de testes realizados - com ênfase na descoberta de casos assintomáticos - para os quais serão investidos milhões de dólares de Hong Kong.

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