Internacional Hong Kong prepara mais protestos contra lei de extradição à China

Hong Kong prepara mais protestos contra lei de extradição à China

Líder Carrie Lam disse que vai seguir em frente com o projeto de lei, apesar das profundas preocupações em grande parte do centro financeiro asiático

Extradições em Hong Kong

Hong Kong prepara novo protesto contra projeto de lei

Hong Kong prepara novo protesto contra projeto de lei

REUTERS/Thomas Peter/09.06.2019

Hong Kong se preparou para greves, atrasos nos transportes e outro protesto em massa contra uma proposta de lei de extradição que permitiria que pessoas sejam enviadas à China para julgamento, e a líder da cidade controlada pela China prometeu resistir às manifestações.

A líder Carrie Lam disse que vai seguir em frente com o projeto, apesar das profundas preocupações em grande parte do centro financeiro asiático, o que desencadeou no domingo (15) a maior manifestação política em mais de 15 anos.

Em uma atitude rara, líderes empresariais proeminentes alertaram que a aprovação da lei de extradição poderia minar a confiança dos investidores em Hong Kong e desgastar suas vantagens competitivas.

Estima-se que o projeto de lei, que gerou uma ampla oposição no país e no exterior, passe por uma segunda rodada de debates na quarta-feira no Conselho Legislativo, composto por 70 membros. A legislatura é controlada por uma maioria pró-Pequim.

Uma petição online pediu que 50 mil pessoas cercassem o prédio do Legislativo às 22h (horário local) desta terça-feira (12) e permanecessem até quarta-feira.

O Reino Unido devolveu Hong Kong à China mediante a fórmula “um país, dois sistemas”, com garantias de que sua autonomia e suas liberdades, incluindo um sistema de justiça independente, seriam protegidas.

No entanto, muitos acusam a China de ampla interferência em muitos setores, inclusive de impedir reformas democráticas, limitar as liberdades e interferir em eleições locais, além do desaparecimento de cinco vendedores de livros sediados em Hong Kong, a partir de 2015, que se especializavam em obras críticas a líderes chineses.

Após confrontos na madrugada de segunda-feira entre alguns manifestantes e policiais depois de uma marcha pacífica no domingo, Lam alertou contra quaisquer "ações radicais".

A polícia ergueu barreiras de metal para proteger o prédio do Conselho, enquanto um pequeno número de manifestantes começava a se reunir nesta terça-feira, apesar das chuvas torrenciais e dos avisos de tempestade.

"Nós só queremos proteger nossa terra natal. Isso está errado?... Peço a todas as pessoas e a todos os estudantes de Hong Kong que entrem em greve amanhã para lhes dizer que não vamos aceitar essa lei perversa", disse um estudante.