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Internacional Índia aprova a vacina russa Sputnik V contra covid-19

Índia aprova a vacina russa Sputnik V contra covid-19

Esse é o terceiro imunizante aprovado no país, depois do fármaco desenvolvido por Oxford e AstraZeneca e da nacional Covaxin

Índia aprova a vacina russa Sputnik V contra covid-19

Índia aprova a vacina russa Sputnik V contra covid-19

Dado Ruvic/Reuters - 24.3.2021

A Índia autorizou o uso da vacina russa Sputnik V contra a covid-19, anunciou nesta terça-feira (13) um importante fabricante local de medicamentos, o que permitirá acelerar a campanha de vacinação no momento em que o país registra um grande aumento de contágios.

A Sputnik V é a terceira vacina aprovada pela Índia, depois do fármaco desenvolvido por Oxford e AstraZeneca e da Covaxin, da empresa indiana Bharat Biotech.

"Estamos muito felizes de ter obtido a autorização do uso de emergência para a Sputnik V na Índia", afirmou em um comunicado G.V. Prasad, copresidente e diretor gerente da farmacêutica indiana Dr. Reddy's.

"Com o aumento de casos na Índia, a vacinação é a ferramenta mais eficaz em nossa batalha contra a covid-19", completou Prasad.

Segundo os acordos de produção assinados pelo Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF, na sigla em inglês), o fundo soberano russo que promove a vacina, o fabricante indiano produzirá 852 milhões de doses da Sputnik V.

A Índia, país de 1,3 bilhão de habitantes, enfrenta o aumento de casos de covid-19 nas últimas semanas, o que levou o governo a decretar um toque de recolher e instaurar restrições de movimento.

Na segunda-feira, a Índia registrou mais 161 mil casos adicionais, superando pelo sétimo dia consecutivo a barreira dos 100 mil novos contágios diários.

O diretor executivo do RDIF, Kirill Dmitriev, afirmou em um comunicado que a aprovação é um "marco importante" depois de uma "ampla cooperação" nos testes clínicos da vacina na Índia.

A Índia, principal fabricante de vacinas do mundo, iniciou a campanha de vacinação em janeiro.

Mas o ambicioso objetivo do governo de vacinar 300 milhões de pessoas até o fim de julho não avança como o previsto, devido à escassez de doses em alguns estados e dúvidas sobre as vacinas.

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