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Internacional Interesse de Trump na Ucrânia era investigar Biden, diz diplomata

Interesse de Trump na Ucrânia era investigar Biden, diz diplomata

Em audiência, embaixador interino dos EUA na Ucrânia diz que presidente norte-americano colocava investigação de adversário como prioridade

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Congresso tem audiência sobre impeachment de Trump

Congresso tem audiência sobre impeachment de Trump

Jim Lo Scalzo / EPA - EFE - 13.11.2019

O maior interesse do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Ucrânia eram "as investigações" sobre o ex-presidente Joe Biden, afirmou nesta quarta-feira Bill Taylor, embaixador interino no país do Leste Europeu.

Na Ucrânia desde junho, Taylor é uma das primeiras testemunhas a comparecer às audiências públicas da investigação da Câmara dos Representantes que pode resultar no impeachment de Trump. O comitê responsável pelo caso apura se Trump abusou do poder como presidente para investigar Biden, com quem pode competir nas eleições de 2020.

O diplomata revelou a existência de uma ligação por telefone feita em julho, em um restaurante, entre Trump e o embaixador dos EUA na União Europeia (UE), Gordon Sondland, outro dos protagonistas da polêmica, e que foi escutada por um dos membros da equipe de Taylor.

Opinião sobre a Ucrânia

Depois da chamada, o assistente de Taylor perguntou a Sondland sobre a opinião do presidente em relação à Ucrânia. De acordo com o depoimento de Taylor, Sondland supostamente "respondeu que o que mais importava ao presidente Trump eram as investigações sobre Biden".

A Ucrânia se aproximou dos EUA a partir de 2014, quando a Rússia anexou a península da Crimeia. Desde então, o Congresso americano já autorizou o envio de US$ 1,6 bilhão em assistência militar à Ucrânia.

Segundo Taylor, o advogado pessoal de Trump, Rudy Giuliani, comandava um canal "altamente irregular" de comunicação com a Ucrânia que estava minando os objetivos oficiais da diplomacia americana no país europeu, ao qual os EUA tinham pedido reformas em energia e no combate à corrupção.

A ligação entre Trump e Sondland supostamente ocorreu em 26 de julho, um dia depois da polêmica conversa por telefone na qual o presidente americano pediu "um favor" ao ucraniano, Vladimir Zelenski.

Taylor disse que Trump condicionou duas coisas - o envio de US$ 400 milhões em ajuda militar à Ucrânia e o agendamento de uma reunião entre os dois presidentes na Casa Branca - a um compromisso de Kiev de investigar Biden e os democratas.