Novo Coronavírus

Internacional Interpol alerta para aumento de falsificações de produtos médicos

Interpol alerta para aumento de falsificações de produtos médicos

A pandemia de coronavírus fez crescer a oferta, especialmente online, de itens relacionados à prevenção e tratamento

Máscara é item mais ofertado em anúncios suspeitos, diz a Interpol

Máscara é item mais ofertado em anúncios suspeitos, diz a Interpol

Flavio Lo Scalzo / Reuters - 19.3.2020

A Interpol emitiu um alerta, na quinta-feira (19), para a proliferação de produtos falsificados relacionados à epidemia de coronavírus, em particular máscaras faciais. O comunicado veio após a organização encerrar um operação internacional contra falsificação de equipamentos médicos.

Um total de 121 pessoas foram detidas na 13ª operação Pangea, que ocorreu em 90 países em todo o mundo entre 3 e 10 de março. Durante a ação, foram apreendidos produtos farmacêuticos potencialmente perigosos no valor de mais de US$ 14 milhões (R$ 70 milhões).

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A agência policial internacional destacou que a epidemia ofereceu aos criminosos a oportunidade de ganhar dinheiro rapidamente, aproveitando a forte demanda por instrumentos de proteção.

2 mil links de produtos pirateados

A Interpol já encontrou 2 mil links com publicidade relacionada à covid-19 de produtos pirateados ou não compatíveis. Em 600 casos, o produto anunciado era máscara cirúrgica.

Foram apreendidas 34.000 máscaras falsificadas e outros itens apresentados como medicamentos anti-coronavírus.

Outro elemento que ilustra que criminosos aproveitam a pandemia como oportunidade de negócios escusos é o aumento das apreensões de medicamentos não autorizados contra a malária a base de cloroquina. Em comparação com a edição de 2018 da operação Pangea, os números mais que dobraram. O medicamento está sendo avaliado para uso no combate à covid-19.

A Interpol ressaltou os riscos dos medicamentos falsificados, porque geralmente contêm uma quantidade inadequada de ingredientes ativos (em excesso ou insuficiente) ou porque são produtos roubados e podem não ter sido armazenados corretamente e contaminados ou ultrapassado ​o prazo de validade.

No total, a operação Pangea desativou mais de 2.500 links para páginas da Internet com publicidade de produtos farmacêuticos ilícitos e desmantelou 37 organizações criminosas.

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