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Internacional Iraque pede expulsão de tropas dos Estados Unidos, e coalizão deixa país

Iraque pede expulsão de tropas dos Estados Unidos, e coalizão deixa país

Pouco antes de Parlamento aprovar pedido de retirada de tropas estrangeiras, coalizão internacional anunciou fim das operações contra o Estado Islâmico

Iraque quer retirar tropas estrangeiras

Decisão do Parlamento foi tomada após morte do general Qassem Soleimani

Decisão do Parlamento foi tomada após morte do general Qassem Soleimani

Divulgação Parlamento Iraquiano/Reuters

O Parlamento iraquiano aprovou neste domingo (5) um pedido de expulsão de tropas americanas do país após o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani pelos EUA. O militar foi morto no aeroporto de Bagdá (3) na sexta-feira  em um ataque ordenado pelo presidente americano Donald Trump.

Minutos antes, a coalizão internacional que luta contra o Estado Islâmico suspendeu as operações contra o grupo terrorista para se concentrar na proteção dos EUA, Reino Unido e outras tropas em bases no Iraque.

A resolução foi aprovada no Parlamento iraquiano após o primeiro-ministro Abdel Abdelmahdi tê-la solicitado na primeira sessão da Câmara desde o ataque dos Estados Unidos. O Parlamento acertou uma moção apelando ao Executivo para trabalhar para acabar com a presença de quaisquer forças de outros países no território do Iraque.

O texto também pede ao governo para cancelar o pedido de assistência da coalizão internacional para combater o grupo terrorista Estado islâmico porque considera que as operações militares contra os extremistas no país já terminaram.

Ataques com foguetes

Em um comunicado sobre o fim das operações contra o Estado Islâmico, a missão internacional disse que vai reforçar a proteção das bases onde as forças americanas estão posicionadas. As instalações foram alvo de repetidos ataques com foguetes nos últimos dois meses, o que vinha limitando a capacidade de treinar parceiros e apoiar as operações contra o grupo jihadista.

"A nossa prioridade é proteger o pessoal da coligação. Estamos totalmente empenhados em proteger as bases iraquianas que acolhem as tropas da coligação", diz a nota.

A aliança justificou a decisão destacando que os repetidos ataques com foguetes nos últimos dois meses por elementos do Kata'ib Hibullah causaram a morte de integrantes das forças de segurança iraquianas e de um civil americano, em 27 de dezembro.