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Internacional Irmã de Evo Morales morre na Bolívia, vítima do coronavírus

Irmã de Evo Morales morre na Bolívia, vítima do coronavírus

Esther Morales, irmã mais velha do ex-presidente, morreu na madrugada deste domingo, uma semana após ser internada por conta da covid-19

  • Internacional | Da EFE

Esther, irmã de Evo Morales, durante uma visita à Espanha em 2012

Esther, irmã de Evo Morales, durante uma visita à Espanha em 2012

Marta Pérez / EFE - Arquivo

Esther Morales, irmã do ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, morreu neste domingo (16), em um hospital na cidade de Oruro, vítima de complicações causadas pelo novo coronavírus.

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"Neste momento de profunda dor, acompanho a toda a família Morales, meu cunhado Ponciano Willcarani, meus sobrinhos e netos diante do falecimento de Esther, que foi uma mãe para todos. Minhas condolências. Que descanse em paz", escreveu Evo Morales, que está na Argentina, em sua conta no Twitter.

O ex-presidente lamentou também não poder ter visto a irmã pela última vez. Ele deixou a Bolívia em novembro do ano passado, após renunciar ao cargo de presidente. "Para mim, Esther foi como uma mãe", afirmou.

A quase primeira-dama

Esther Morales tinha 70 anos e morreu na madrugada deste domingo, na cidade de Oruro, onde morava. Ela estava internada por conta da covid-19 desde o último domingo (9), mas segundo a imprensa boliviana, tinha outros problemas de saúde, que não foram divulgados.

Ela era a irmã mais velha de Evo Morales. Agora, dos sete filhos que Dionisio Morales e Maria Ayma tiveram, apenas o ex-presidente e seu irmão Hugo são os remanescentes. Os outros quatro morreram ainda na infância.

A irmã por pouco não foi a primeira-dama da Bolívia quando Evo chegou ao poder em 2006. Como ele era solteiro na época, poderia indicar a irmã para o cargo, mas preferiu não fazê-lo.

Durante o primeiro mandato de Morales, Esther chegou a ter um papel semelhante, mas ele explicou que tomou a decisão de não colocá-la no cargo para evitar críticas de favorecimento a familiares.

Com o passar dos anos, ela se afastou dos eventos públicos, mas isso não impediu que opositores de Evo colocassem fogo em sua casa no ano passado, durante as revoltas após a vitória dele na eleição, que levaram à renúncia.

Até este domingo, a Bolívia contabilizava pouco menos de 100 mil casos confirmados de covid-19 e pouco mais de 4 mil mortes.

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