Internacional Irmão de Cuomo, jornalista ajudou em estratégia contra escândalo

Irmão de Cuomo, jornalista ajudou em estratégia contra escândalo

Chris Cuomo, um dos principais âncoras da CNN norte-americana, ajudou a orientar o governador durante acusações de assédio

  • Internacional | Do R7

Chris Cuomo entrevistou diversas vezes o governador e irmão, Andrew, na televisão

Chris Cuomo entrevistou diversas vezes o governador e irmão, Andrew, na televisão

Reprodução

Além de revelar que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, é acusado de assediar sexualmente pelo menos 11 mulheres durante seu mandato, o relatório da Promotoria do Estado divulgado nesta terça-feira (3) também mostra que o irmão dele, Chris Cuomo, jornalista e âncora da CNN norte-americana, prestou apoio durante o escândalo.

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O documento, escrito pela procuradora-geral de Nova York, Letitia James, afirma que Chris Cuomo e outros apoiadores de Andrew recebiam "regularmente informações confidenciais sobre operações do Estado e o ajudaram a tomar decisões que impactaram empresas e pessoas do Estado, tudo isso sem qualquer papel formal ou obrigação com o Estado".

Em um dos anexos do relatório, consta também um e-mail que Chris ajudou Andrew Cuomo a redigir, quando começaram a surgir as acusações de assédio contra o governador, em 28 de fevereiro. No dia seguinte, o âncora da CNN disse no ar que não iria cobrir as alegações contra seu irmão diante do "óbvio" conflito de interesse.

Na mensagem o jornalista sugeria ao irmão mais velho a dizer que às vezes fazia comentários "brincalhões" e "piadas" no ambiente de trabalho, que poderiam ser mal-interpretados, e também que se mostrasse arrependido e envergonhado. Ele também teria dito a Andrew para não renunciar ao cargo. No dia seguinte, o governador disse que estava "envergonhado", mas não deixaria o governo, 

Em maio, Chris Cuomo admitiu que aconselhou seu irmão sobre o melhor meio de responder às alegações, que o relatório publicado nesta terça mostrou que são comprovadas. A procuradora-geral descobriu que 11 mulheres foram assediadas pelo governador por meio de beijos e toques não-consentidos, linguagem inapropriada e um ambiente de trabalho tóxico. O jornalista chamou sua própria conduta de um "erro", mas disse que tentava ajudar um membro da família.

"Ser um jornalista e irmão de um político é um desafio único e tenho uma responsabilidade a mais de equilibrar esses papéis. Nem sempre é fácil, mas quero que vocês saibam a verdade. Como eu ajudei o meu irmão é importante. Quando a situação dele ficou turbulenta, me vi envolvido em chamadas com outros amigos e auxiliares. Entendo o problema que isso criou e não vai acontecer novamente", disse ele.

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