Coronavírus

Internacional Israel quer produzir vacina contra covid-19 na Argentina

Israel quer produzir vacina contra covid-19 na Argentina

País sul-americano faria os testes clínicos da terceira fase e depois teria a primeira linha de produção do imunizante no mundo

Instituições argentinas fariam os testes clínicos e produção da vacina israelense

Instituições argentinas fariam os testes clínicos e produção da vacina israelense

Juan Ignacio Roncoroni / EFE - Arquivo

O governo da Argentina afirmou nesta segunda-feira (8) que Israel demonstrou interesse em realizar estudos de fase 3 e a subsequente produção de sua vacina em desenvolvimento contra a covid-19 no país sul-americano.

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"A oferta que eles nos fizeram, que já transmiti ao nosso presidente, Alberto Fernández e ao nosso chanceler, Felipe Solá, é por um lado a possibilidade de realizar a fase 3 na Argentina, para a qual seria necessário entre 24 mil e 30 mil voluntários", afirmou o embaixador argentino em Israel, Sergio Urribarri.

De acordo com declarações do embaixador divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores, por outro lado, Israel tem "interesse em estabelecer uma linha de produção na Argentina, que seria a primeira do mundo, para a qual seria necessário encontrar uma empresa farmacêutica argentina para atuar como parceira local".

Urribarri reuniu-se hoje em Jerusalém com Zeev Rothstein, diretor geral do Hospital Hadassah, e com Eran Zahavi, diretor do Instituto de Pesquisa Biológica de Israel (IIBR, na sigla em inglês), órgão que depende do Ministério da Defesa israelense e realiza o desenvolvimento e testes clínicos de uma vacina contra covid-19 em vários hospitais liderados pelo Hadassah.

Segundo o comunicado, os estudos da fase 2 seriam concluídos em dois meses.

"Tanto o diretor do Hospital Hadassah quanto o diretor do Instituto de Pesquisa Biológica de Israel, que desenvolvem a vacina, nos disseram que consideram que a infraestrutura médica e farmacêutica em nosso país é excelente e permite que a produção se desenvolva na Argentina", disse Urribarri.

Segundo a Chancelaria argentina, o Hospital Hadassah e o IIBR tomarão conhecimento da "regulamentação argentina para continuar analisando a possibilidade de aprovar essa operação"

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