Israel registra novo recorde diário de casos de covid-19

Desde a semana passada, o país tem um coordenador nacional da pandemia, Ronni Gamzu, encarregado de combater essa segunda onda do coronavírus

Protestos crescem contra a administração do premiê Benjamin Netanyahu

Protestos crescem contra a administração do premiê Benjamin Netanyahu

Gali Tibbon / Pool via Reuters - Arquivo

Israel registrou, nesta quarta-feira, 2.062 casos do novo coronavírus nas últimas 24 horas, o número mais elevado desde que o início da pandemia, tentando evitar o confinamento e lançou uma estratégia nacional para conter essa segunda onda da doença.

Após vários dias superando a marca de 2 mil infecções que o governo tinha considerado aplicar o retorno ao confinamento, o Ministério da Saúde informou hoje outro número recorde e quase 100 pacientes em respiradores.

Desde a semana passada, o país tem um coordenador nacional da pandemia, Ronni Gamzu, encarregado de combater essa segunda onda da covid-19 e anunciou ontem um novo plano que dará mais controle ao Exército no rastreamento da doença.

Até agora, as decisões do governo de coalizão têm sido contraditórias, gerando um descontentamento entre a população que não viu diretrizes claras enquanto os contágios aumentam progressivamente.

Governo enfrenta protestos

Gamzu está empenhado em aumentar o número de testes e controles e assegurou que "limitará as restrições o máximo possível", dada a preocupação dos cidadãos com a crise econômica e a atual taxa de desemprego de 21%.

Os protestos antigovernamentais crescem a cada semana para exigir a renúncia do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Israel, com nove milhões de habitantes, registrou 486 mortes e um total de 66.555 casos desde março, dos quais mais de 33 mil estão atualmente ativos, com 315 pessoas internadas em estado grave e 96 necessitando de respiradores.