CRISE HUMANITÁRIA
Internacional Itália autoriza desembarque de todos os migrantes do Mare Jonio

Itália autoriza desembarque de todos os migrantes do Mare Jonio

Decisão foi tomada após o embarque em uma equipe médica enviada pelo Ministério da Saúde. Lancha da Guarda Costeira está fazendo o transporte

Itália autoriza desembarque de todos os migrantes do Mare Jonio

Últimos 31 imigrantes serão desembarcados

Últimos 31 imigrantes serão desembarcados

EFE - 29.8.2019

As autoridades da Itália autorizaram nesta segunda-feira (2), por razões de saúde, o desembarque dos últimos 31 migrantes a bordo do navio Mare Jonio, da ONG italiana Mediterranea Saving Humans.

"Acabamos de ser informados de que a Guarda Costeira, por motivos de saúde, desembarcará em breve as últimas 31 pessoas a bordo do Mare Jonio. Sua odisseia terminou e se vê um pouco de humanidade no horizonte", escreveu a ONG em sua conta do Twitter.

A decisão de desembarcar esses migrantes resgatados no Mediterrâneo Central na última quarta-feira foi tomada após o embarque em uma equipe de médicos enviados pelo Ministério da Saúde.

O navio havia enviado vários pedidos às autoridades italianas para desembarcar por conta de uma emergência devido a falta de água, e atualmente estava em águas internacionais em frente a Lampedusa.

Uma lancha da Guarda Costeira está fazendo a transferência dos migrantes.

Neste domingo, três pessoas foram desembarcadas por razões médicas, mas entre os que ficavam a bordo, ocorreram casos de greve de fome.

Antes, as autoridades italianas autorizaram a chegada ao porto de Lampedusa de 64 pessoas, incluindo 22 crianças e suas famílias, mulheres grávidas e doentes, que também foram transbordadas em lanchas da Guarda Costeira, enquanto seguia proibindo a entrada em águas territoriais, apesar do mau tempo com ondas de até dois metros de altura.

Hoje, a Guarda de Finanças (polícia de finanças e fronteiras) ordenou a apreensão do navio Eleonore, da ONG alemã Mission Lifeline, com 104 migrantes resgatados há uma semana e os levou ao porto de Pozzallo (Sicília).

O navio violou a proibição de entrar nas águas territoriais italianas e estava indo para Pozzallo após uma forte tempestade durante a noite e alegando que as condições a bordo são "insustentáveis".

O capitão do navio, Claus-Peter Reisch, anunciou no Twitter que declarou estado de emergência e estava indo para o porto.

Pouco depois de alguns quilômetros ao largo da costa da Sicília, uma lancha da Guarda de Finanças se aproximou e alguns agentes subiram a bordo.

Já o navio Alan Kurdi, da ONG alemã Sea Eye, com 13 migrantes, entre eles oito menores de idade, ainda aguarda na costa de Lampedusa em águas internacionais.