Novo Coronavírus

Internacional Itália deixou de receber milhões de vacinas contra a covid-19

Itália deixou de receber milhões de vacinas contra a covid-19

Governo esperava receber 15,69 milhões de doses no primeiro trimestre, mas recebeu 4 milhões a menos de imunizantes

Itália recebeu menos vacinas que o esperado

Itália recebeu menos vacinas que o esperado

Yves Herman/Reuters - 18.3.2021

A Itália deixou de receber vários milhões de doses de vacinas contra a covid-19 durante o primeiro trimestre do ano, o que alterou a campanha de vacinação programada pelo governo.

Segundo um documento com data de 3 de março, o governo esperava receber 15,69 milhões de doses no primeiro trimestre, mas de acordo com os dados do Ministério da Saúde, atualizados em 1º de abril, receberam 11,25 milhões. 

Das doses recebidas até o momento, 84% foram aplicadas. Os atrasos no fornecimento da vacina de Oxford são considerados a principal causa da violação do programa elaborado pelo governo, diz o documento do ministério.

De 5,35 milhões de doses da vacina, a AstraZeneca entregou apenas 2,75 milhões até 31 de março.

O comissário do governo para a gestão da pandemia de covid-19 anunciou nesta quinta-feira que "entre hoje e amanhã 1,3 milhão de doses" dessa vacina deverão chegar à Itália. 

O novo primeiro-ministro da Itália Mario Draghi afirmou em fevereiro ao assumir o poder que a prioridade de seu governo será a de vacinar a população italiana contra o coronavírus.

A Itália registrou quase 110 mil mortes desde o início da pandemia. 

O plano do governo era aplicar 170 mil doses por dia em março até chegar a 300 mil por dia no final do mês, para passar em abril para 500 mil com o objetivo de alcançar a imunidade de rebanho no final de setembro ou início de outubro.

No entanto, as doses administradas na quarta-feira superam ligeiramente as 270 mil, longe do objetivo fixado. 

Várias regiões alertaram nesta quinta sobre o risco de fecharem temporariamente os centros de vacinação. 

"Se (as vacinas) não chegarem em 24 horas, infelizmente teremos que suspender a vacinação", alertou Alessio D'Amato, responsável do setor de saúde da região Lacio, cuja capital é Roma. 

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