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Internacional Itália suspende vacina de Oxford temporariamente como precaução

Itália suspende vacina de Oxford temporariamente como precaução

Recentes casos de trombose na Europa levantam suspeita sobre relação entre o imunizante e a formação de coágulos

  • Internacional | Da EFE

Decisão é tomada em linha com medidas similares adotadas por outros países europeus

Decisão é tomada em linha com medidas similares adotadas por outros países europeus

Fabian Bimmer/Reuters - 5.3.2021

A Itália suspendeu de forma preventiva nesta segunda-feira (15) o uso da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, em parceria com o laboratório AstraZeneca, após recentes casos de trombose, isto é, a formação de coágulos sanguíneos, registrados na Europa.

A decisão foi tomada após a AIFA (Agência Italiana de Medicamentos) ter suspendido na semana passada um lote da vacina, depois das mortes de um militar e um policial na Sicília, casos que estão sendo investigados pela justiça italiana.

"A AIFA decidiu estender a proibição do uso da vacina da AstraZenecacem todo o país como medida de precaução e de forma temporária, enquando espera o parecer a Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Esta decisão é tomada em linha com medidas similares adotadas por outros países europeus", explicou a agência em comunicado.

Fontes do Ministério da Saúde explicaram que a decisão foi tomada após uma reunião entre o primeiro-ministro, Mario Draghi, e o ministro da Saúde, Roberto Speranza, que já havia conversado com ministros de Espanha, França e Alemanha. Os governos francês e alemão também suspenderam a vacina temporariamente.

A agência italiana explica que, em coordenação com a EMA e outros países, analisará conjuntamente todos os eventos reportados depois da vacinação. A AIFA oferecerá mais dados o quanto antes, também sobre possíveis alternativas para completar o ciclo de vacinação daqueles que já receberam a primeira dose.

A Itália suspendeu temporariamente, no dia 11 de março, o uso do lote ABV2856 da vacina após as mortes de um militar e um policial que tinham recebido a primeira dose.

Esses casos estão sendo investigados, assim como a morte de um professor de música, de 57 anos, ocorrida no domingo, na cidade de Biella, em Piemonte. As autoridades dessa região retiraram no domingo todas as vacinas de outro lote, ABV5811, do qual fazia parte a dose aplicada no professor, e hoje a decisão foi ampliada para todo o país.

O Ministério da Saúde enfatizou que "atualmente não existe uma correlação direta (da vacina da AstraZeneca) com as mortes reportadas".

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