Jihadistas tentam atacar base militar usada pelos EUA no Quênia

Ao menos quatro terroristas foram mortos na operação que envolveu a tentativa de violação da segurança na base aérea atacada

Aviadores da Força Aérea dos EUA realizam cerimônia em base atacada no Quênia

Aviadores da Força Aérea dos EUA realizam cerimônia em base atacada no Quênia

EFE/EPA/Staff Sgt. LEXIE WEST - 26/08/2019

O grupo jihadista somali Al Shabab tentou atacar neste domingo (5) uma base militar no leste do Quênia, que também é utilizada por militares dos Estados Unidos, e ao menos quatro terroristas foram mortos na operação, segundo o exército local.

"Nesta manhã, por volta das 5h30 (23h30 de sábado em Brasília), houve uma tentativa de violação da segurança na Manda Air Strip (nome da base aérea atacada). A tentativa de invasão foi rechaçada com sucesso", declarou a Força de Defesa do Quênia (KDF) em comunicado.

"Até agora, foram encontrados quatro corpos de terroristas. A pista de aterrissagem está segura. Devido à tentativa falha de invasão, houve um incêndio que afetou alguns dos tanques de combustível localizados na pista. O incêndio está sob controle, e os procedimentos de segurança padrão estão em vigor", acrescenta a nota.

A Manda Air Strip está localizada no condado de Lamu, na fronteira com a Somália, e também é usada pelas tropas americanas.

O Al Shabab, filiado à rede Al-Qaeda desde 2012, reivindicou a responsabilidade pelo ataque em uma declaração que identificou o espaço como "uma das muitas bases de lançamento da cruzada americana contra o Islã na região".

Na última quinta-feira (2), o grupo jihadista atacou um ônibus e deixou pelo menos três pessoas mortas e três feridas, também em território queniano.

Desde outubro de 2011, quando o governo do Quênia enviou o exército para a Somália em resposta a uma onda de sequestros supostamente realizados pelo Al Shabab em seu território, radicais islâmicos realizaram numerosos ataques no país.

A tentativa de assalto à Manda Air Strip também vem no calor da crescente tensão entre os Estados Unidos e o Oriente Médio sobre a morte do general iraniano Qasem Soleimani em um bombardeio americano em Bagdá, na sexta-feira.

A ação militar tem causado grande instabilidade na região e um crescimento da hostilidade contra os EUA, uma crise que também pode complicar a já difícil situação de segurança no Chifre da África e, especialmente, na Somália.