Juiz determina fiança a agentes que observaram morte de Floyd

Policiais acusados de colaborar no assassinato terão pagar US$ 750 mil, caso optem por aguardar o julgamento em liberdade provisória

Juiz estipulou fiança de US$ 750 mil a agentes que observaram morte de Floyd

Juiz estipulou fiança de US$ 750 mil a agentes que observaram morte de Floyd

Polícia de Minneapolis

Um juiz do tribunal do condado de Hennepin, em Minnesota, determinou nesta quinta-feira (4) uma fiança de US$ 750 mil — cerca de R$ 3,8 milhões — aos três policiais que apenas observaram a morte de George Floyd, após a vítima ser sufocada pelo agente Derek Chauvin durante aproximadamente nove minutos.

Os policiais Tou Thao, J. Alexander Kueng e Thomas Lane também foram presos e acusados de colaborar no assassinato em segundo grau (quando a morte não é premeditada) do qual Chauvin é acusado.

A fiança foi estipulada pelo juiz Paul Scoggin, que solicitou o comparecimento desses três acusados no dia 29 de junho.

A decisão vem em meio aos protestos que sacodem os Estados Unidos desde a morte de Floyd, em 25 de maio. O homem negro, detido sob a suspeita de usar uma nota falsa de US$ 20 (o equivalente a R$ 102) em uma loja, foi assassinado por Chauvin, policial branco que o sufocou com o joelho sobre seu pescoço.

Na quarta-feira (3), a acusação sobre Chauvin — que ainda não tem data marcada para comparecer ao tribunal — foi agravada de assassinato em terceiro grau para assassinato em segundo grau.

De acordo com a legislação do estado de Minnesota, o assassinato em terceiro grau ocorre quando a morte é causada de maneira não premeditada através de um ato eminentemente perigoso, e pode acarretar pena de até 40 anos.

O assassinato em segundo grau ocorre quando a morte é ocasionada sem premeditação enquanto se inflige ou tenta infligir dano. Se condenado, Chauvin poderá pegar até 40 anos de prisão.

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