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Internacional Juiz dos EUA ordena devolução de credenciais a jornalista da CNN

Juiz dos EUA ordena devolução de credenciais a jornalista da CNN

Correspondente Jim Acosta havia tido seus documentos confiscados após discussão com presidente Trump durante uma coletiva de imprensa 

Credenciais de jornalista da CNN

Acosta (centro) era correspondente na Casa Branca até ter credenciais confiscadas

Acosta (centro) era correspondente na Casa Branca até ter credenciais confiscadas

REUTERS/Kevin Lamarque/14.11.2018

O juiz federal dos Estados Unidos Timothy J. Kelly, de Washington, decidiu nesta sexta-feira (16) que a Casa Branca — residência oficial e principal local de trabalho do presidente Donald Trump — errou ao confiscar as credenciais do correspondente da rede de notícias CNN, Jim Acosta. Kelly ordenou que o repórter tenha suas credenciais devolvidas. 

Acosta havia tido seus documentos confiscados após uma ciscussão envolvendo o presidente Trump e o jornalista durante uma coletiva de imprensa sobre o resultado das eleições parlamentares, no último dia 7 de novembro.

Processo contra Trump

A CNN entrou com um processo contra o presidente Donald Trump no dia 13 de novembro alegando que a Quinta Emenda da Constituição americana — que institui garantias contra o abuso da autoridade estatal — havia sido violada. Em sua decisão, o juiz Kelly afirmou que a Casa Branca não forneceu a Acosta o devido processo necessário para revogar legalmente as suas credenciais. 

A Casa Branca pode recorrer da decisão, mas a sentença garante que Acosta tenha seu acesso à residência do presidente restaurado por "pelo menos, um curto período de tempo", segundo a própria CNN. Em pronunciamento a colegas após a decisão de Kelly, o correspondente agradeceu o apoio dos colegas de imprensa. "Vamos voltar ao trabalho", completou.