Internacional Justiça decreta prisão de policiais por extorquir brasileiros na Bolívia

Justiça decreta prisão de policiais por extorquir brasileiros na Bolívia

Cinco agentes da unidade de inteligência da polícia de Santa Cruz de la Sierra pediram R$ 219,5 mil após abordagem em um restaurante

  • Internacional | Da EFE

Policiais foram presos por exigir US$ 50 mil a brasileiros

Policiais foram presos por exigir US$ 50 mil a brasileiros

Stringer / EFE - 15.1.2020

Um tribunal de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia, decretou a prisão de cinco agentes da unidade de inteligência da polícia da cidade, que foram acusados de extorquir cidadãos brasileiros, segundo informou neste sábado (22) o Ministério Público do país andino.

O Terceiro Juizado de Instrução Penal e Anticorrupção do município que faz fronteira com o Brasil determinou a medida e enviou o grupo de policiais para a penitenciária de Palmasola, segundo comunicado emitido pelo MP local.

"O Ministério Público coletou os indícios suficientes sobre a provável autoria dos acusados, pelos delitos de associação criminosa, descumprimento de deveres e cobrança de propina, por isso, solicitou a prisão preventiva, em defesa da sociedade", afirmou a promotora departamental de Santa Cruz, Mirna Arancibia.

Policiais queriam R$ 219 mil dos brasileiros

De acordo com a denúncia, os cinco agentes teriam extorquido quatro brasileiros, pedindo deles o pagamento de US$ 50 mil (R$ 219,5 mil), após abordagem em um restaurante da cidade.

O grupo de turistas chegou a ser encaminhado para a sede da Força Especial de Luta Contra o Crime e após conseguirem pagar US$ 20 mil (R$ 87,8 mil), foram liberados de maneira imediata.

O caso é mais um dos registros de crimes contra brasileiros na Bolívia, que incluem sequestros e extorsões, que chegou a ser até tema para o ministro interino do Interior, Arturo Murillo.

"Iam prendê-los e seriam incriminados por posse de drogas, se não dessem o dinheiro", admitiu o titular da pasta.

Ainda de acordo com Murillo, os cinco agentes detidos pretendiam denunciar que os quatro brasileiros seriam condenados pertencentes a facções criminosas que fugiram de um presídio do Paraguai.

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