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Internacional Justiça dos EUA rejeita ações de Trump na Pensilvânia e Nevada

Justiça dos EUA rejeita ações de Trump na Pensilvânia e Nevada

Presidente alega que eleições de novembro, que deram a vitória a Joe Biden, foram fraudulentas, mas nenhum tribunal encontrou provas

Reuters
Suprema Corte rejeita ação de Trump contra resultado eleitoral

Suprema Corte rejeita ação de Trump contra resultado eleitoral

Yuri Gripas/Reuters - 29.11.2020

A Suprema Corte de Nevada rejeitou na noite de terça-feira (8) um recurso da campanha à reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para anular os resultados das eleições no Estado, confirmando a vitória do presidente eleito Joe Biden em um dos Estados cruciais da eleição norte-americana.

Foi o mais recente revés judicial para Trump e seus aliados, que perderam dezenas de casos em tribunais estaduais e federais em uma tentativa até agora fracassada de anular o resultado da eleição de 3 de novembro. Trump diz que o resultado foi fraudulento, mas nenhum tribunal encontrou evidências para apoiar suas afirmações.

Na semana passada, um tribunal distrital em Nevada determinou que a campanha de Trump não conseguiu provar uma alegação de que havia mau funcionamento nos dispositivos de votação e que a disputa entre Trump e Biden havia sido manipulada.

"Também não estamos convencidos de que o tribunal distrital cometeu um erro ao aplicar o ônus da prova em meio a evidências claras e convincentes, conforme corroborado pelos casos citados na ordem do tribunal distrital", disse a Suprema Corte de Nevada em seu julgamento.

O Partido Republicano de Nevada afirmou estar "extremamente desapontado" com a decisão.

Biden venceu em Nevada por uma vantagem de 33.596 votos, dando-lhe os seis votos do Estado no Colégio Eleitoral, que escolhe o presidente. Em 14 de dezembro está prevista a formalização do resultado da eleição, com Biden conquistando 306 votos contra 232 de Trump.

Suprema Corte rejeita ação na Pensilvânia

A Suprema Corte dos Estados Unidos impôs uma derrota aos republicanos que buscavam descartar até 2,5 milhões de cédulas enviadas por correspondência no Estado da Pensilvânia nas eleições presidenciais do país, tentando reverter a derrota do presidente Donald Trump na disputa, com os juízes da corte se recusando a impedir que o Estado formalize a vitória do presidente eleito Joe Biden.

A corte rejeitou o pedido feito pelo deputado norte-americano Mike Kelly, um aliado de Trump, junto com outros republicanos da Pensilvânia, que entraram com uma ação após as eleições do dia 3 de novembro argumentando que a expansão da votação por correspondência no Estado em 2019 era ilegal de acordo com leis estaduais.

A Pensilvânia foi um dos Estados cruciais para o resultado da eleição, e viu Biden, um democrata, bater Trump após o presidente republicano ganhar no Estado nas eleições de 2016. Autoridades estaduais já confirmaram os resultados da eleição.

Não houve discordâncias entre os juízes do tribunal, que possui uma maioria conservadora de 6 contra 3 progressistas. Três dos atuais membros conservadores foram apontados por Trump.

O presidente republicano pediu que o Senado, liderado pelos republicanos, confirmasse sua mais recente indicação, a juíza Amy Coney Barrett, antes das eleições, para que ela pudesse participar em casos relacionados à disputa eleitoral.

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