Internacional Justiça suspende atividades de militares dos EUA na Colômbia

Justiça suspende atividades de militares dos EUA na Colômbia

Tribunal considerou que o presidente Iván Duque não consultou o Senado antes de autorizar a entrada de uma brigada norte-americana de 48 soldados

Justiça considerou que Iván Duque deveria ter pedido autorização do Senado

Justiça considerou que Iván Duque deveria ter pedido autorização do Senado

Presidência da Colômbia via EFE / 24.6.2020

A Justiça da Colômbia decidiu, nesta quinta-feira (3) que o governo do presidente Iván Duque deve suspender a autorização para qualquer atividade de uma brigada militar dos EUA que chegou ao país no início do mês. Os norte-americanos viajaram para prestar apoio, assistência e treinamentos no combate ao tráfico de drogas.

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O Tribunal Administrativo de Bogotá acolheu um pedido de diversos congressistas, muitos deles de oposição, por considerar que a autorização para a chegada de militares estrangeiros ao país deve ser antes aprovada pelo Senado colombiano, o que não aconteceu.

Os 48 militares de elite norte-americanos chegaram a Bogotá no início de junho, como parte de um plano do presidente Duque para ampliar o combate ao narcotráfico. No entanto, a oposição sempre reclamou da pouca transparência na operação.

Consulta ao Senado

Na decisão desta quinta, o tribunal ordenou ao governo que envie ao Senado, em até 48 horas, "todas as informações e antecedentes relacionados à entrada, chegada e permanência da brigada". Segundo a Constituição colombiana, a fiscalização do trânsito de tropas estrangeiras em serviço ou missão é função do Senado e do Conselho de Estado do país.

A Secretaria Jurídica da presidência chegou a pedir para que o tribunal não analisasse o recurso dos senadores, por considerar que a necessidade de passar pelo Senado e pelo Conselho de Estado seria apenas para quando as tropas fossem entrar em território colombiano para atuar com fins bélicos em um país vizinho, não para fins de cooperação.

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