Kerry vai anunciar reunião de israelenses e palestinos, diz jornal de Israel

Encontro será uma mini-cúpula envolvendo quatro países: Israel, Palestina, Jordânia e EUA

Kerry vai anunciar reunião de israelenses e palestinos, diz jornal de Israel

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, vai anunciar um encontro direto entre israelenses e palestinos

Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, vai anunciar um encontro direto entre israelenses e palestinos

Associated Press

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, vai anunciar neste sábado (29) um encontro direto entre israelenses e palestinos, o primeiro em quase três anos, confirmaram fontes oficiais israelenses ao jornal "Ha'aretz".

Será uma mini-cúpula envolvendo quatro países, com a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do presidente palestino, Mahmoud Abbas, e de representantes dos EUA e Jordânia — que podem ser o próprio Kerry e o monarca jordaniano, Abdullah II — e vai acontecer em Amã (Jordânia), garantiu a publicação.

Kerry se reúne com israelenses e palestinos para retomar diálogo de paz

O jornal jordaniano "Ad Dustor" também informou que o anúncio do encontro ainda vai acontecer hoje e Kerry tem uma entrevista coletiva prevista para esta tarde na capital jordaniana. Um alto cargo israelense não identificado pelo jornal assegurou ao "Ha'aretz" que "a probabilidade de uma cúpula é grande e ela pode ocorrer ainda nesta semana".

O que acontece no mundo passa por aqui

O encontro pode ser o primeiro passo para a retomada das negociações de paz, que o presidente Barack Obama lançou em grande estilo em Washington em setembro de 2010 e que os palestinos abandonaram três semanas mais tarde devido à recusa israelense de prorrogar o congelamento das construções nos assentamentos em território ocupado durante o processo.

Em sua quinta visita à região, Kerry teve uma intensa agenda diplomática nos últimos dois dias, com idas e vindas entre Amã e Jerusalém e reuniões com Netanyahu, Abbas, Shimon Peres e Abdullah para tentar convencer às partes a se reunirem.

A chegada do americano à região foi precedida por declarações dos dois lados, que se mostravam partidários de um acordo de paz e dispostos a negociá-lo, mas também, de anúncios israelenses de novas construções nos assentamentos na Cisjordânia e de mensagens dos palestinos de que, enquanto os assentamentos continuarem se expandindo, não há o que conversar.