EUA x Irã
Internacional Khamenei diz que plano de paz dos EUA nunca será implementado

Khamenei diz que plano de paz dos EUA nunca será implementado

Líder supremo do Irã afirma que acordo terá oposição dos palestinos e dos países muçulmanos. Resposta dos países árabes foi bastante diversa

Khamenei não concorda com plano de paz dos EUA

Khamenei não concorda com plano de paz dos EUA

IRAN'S SUPREME LEADER OFFICE/EPA/EFE - 17.9.2019

O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, afirmou nesta quarta-feira (29) que o plano de paz para o Oriente Médio proposto pelos Estados Unidos nunca será implementado porque terá a oposição dos palestinos e dos países muçulmanos.

"Para a consternação dos políticos americanos, a política satânica e maligna dos EUA sobre a Palestina - o chamado acordo do século - nunca dará frutos", escreveu o líder no Twitter.

Khamenei ressaltou que a causa palestina "nunca será esquecida" e que a ideia de deixar Jerusalém para os judeus é "insensata".

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na terça-feira que o plano é baseado em uma "solução realista de dois Estados" que, na prática, favorece os interesses de Israel e oferece aos palestinos uma soberania limitada sobre seu futuro país.

"A nação palestina e todas as nações muçulmanas irão definitivamente enfrentá-lo e não permitirão que o chamado 'acordo do século' seja executado", advertiu Khamenei.

Embora a resposta dos países árabes ao plano tenha sido diversa e não tenha havido uma rejeição unânime, o Ministério das Relações Exteriores iraniano também disse estar disposto a "cooperar com os países regionais, independentemente das diferenças", para se opor a esse acordo.

Em mensagem na mesma rede social, o porta-voz do ministério Abbas Mousavi pediu "a união do mundo islâmico para combater a conspiração que ameaça a natureza dos Estados islâmicos".

A proposta de Trump, rejeitada pelas partes palestinas, daria a Israel o controle total de Jerusalém como sua capital e permitiria anexar o Vale do Jordão, que ocupa cerca de 30% do território palestino na Cisjordânia, entre outras coisas.

O presidente palestino, Mahmoud Abbas, descreveu o plano como "o tapa na cara do século" e defendeu o progresso na reconciliação das várias facções, uma possibilidade também defendida pelo rival, Ismail Haniyeh, chefe do movimento islâmico Hamas.