Internacional Líder norte-coreano diz que Estados Unidos são 'raiz' das tensões

Líder norte-coreano diz que Estados Unidos são 'raiz' das tensões

Kim Jong-un afirma que norte-americanos pretendem construir diálogos falsos e questionou se algum país acreditaria nisto

AFP
O exército de Kim Jong-un tem realizado uma forte escalada militar nas últimas semanas

O exército de Kim Jong-un tem realizado uma forte escalada militar nas últimas semanas

EFE/EPA/KCNA - 29.6.2021

O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, culpou nesta terça-feira (12, segunda 11 no Brasil) os Estados Unidos por estarem na origem das tensões e instabilidade nesta península asiática, informou a mídia estatal.

Os Estados Unidos são "a raiz" da instabilidade e demonstram hostilidade em relação à Coreia do Norte, declarou Kim de acordo com a agência oficial KCNA. Este discurso acontece após semanas de vários testes balísticos na Coreia do Norte, incluindo mísseis de cruzeiro de longo alcance e uma suposta arma hipersônica.

O regime comunista isolado está sujeito a várias sanções internacionais por desenvolver um programa de armas nucleares e mísseis balísticos proibidos pela ONU, o que foi acelerado sob a liderança de Kim Jong-un.

Segundo Pyongyang, o arsenal é necessário para se proteger de uma possível invasão dos Estados Unidos.

O governo do presidente Joe Biden afirmou repetidamente que não é hostil à Coreia do Norte, mas Kim se mostra cético.

“Estou muito curioso se há pessoas ou países que acreditam nisso”, lançou. "Não há base nas ações americanas para acreditar que não sejam hostis", acrescentou.

Kim se tornou o primeiro líder norte-coreano a se encontrar pessoalmente com um presidente americano em exercício na cúpula de Cingapura de 2018 com Donald Trump.

As negociações sobre uma possível suspensão das sanções em troca do encerramento do programa de armas de Pyongyang foram interrompidas um ano depois, após uma cúpula fracassada entre os dois mandatários em Hanói.

Biden, que assumiu o poder no início do ano, garante que quer retomar esses contatos com a Coreia do Norte e propõe um encontro sem pré-requisitos.

A Casa Branca é uma aliada próxima da Coreia do Sul e mantém 28.500 soldados no país para defendê-lo de uma possível invasão do Norte, como aconteceu em 1950.

O conflito entre os dois vizinhos segue tecnicamente aberto, já que as duas Coreias nunca assinaram um tratado de paz, apenas um armistício em 1953.

A Coreia do Sul também está aumentando suas capacidades militares e, em setembro, testou com sucesso um míssil balístico lançado por submarino e apresentou um míssil de cruzeiro supersônico.

Kim acusou seu vizinho de hipocrisia, observando que suas "tentativas irrestritas de fortalecer seu poder militar estão destruindo o equilíbrio militar na península coreana e aumentando a instabilidade militar e o perigo".

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