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Internacional Luta livre, golfe e maconha viram 'essenciais' em isolamento nos EUA

Luta livre, golfe e maconha viram 'essenciais' em isolamento nos EUA

Em meio às restrições impostas por conta da pandemia de coronavírus, algumas exceções qualificadas como atividades essenciais chamam a atenção

Governo da Flórida definiu luta livre como "atividade essencial" na pandemia

Governo da Flórida definiu luta livre como "atividade essencial" na pandemia

Alex Cruz / EFE - Arquivo

Os espetáculos de luta livre, os dispensários de maconha recreativa, as lojas de armas e o gole são algumas das exceções mais inusitadas às medidas de confinamento e fechamento de atividades econômicas em alguns estados dos EUA durante o combate à pandemia do novo coronavírus.

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Em um país onde, segundo a contagem da Universidade Johns Hopkins, já foram confirmados cerca de 680 mil contágios e mais de 33 mil mortos pela covid-19, os governos locais não concordam sobre o que é e o que não é um negócio ou atividade excencial, dando margem a exceções surpreendentes.

Vírus não derruba a luta livre

O governo da Flórida confirmou esta semana que a famosa competição de luta livre World Wrestling Entertainment (WWE) é considerada um "serviço social" no estado. Por isso, os ringues da região vão seguir recebendo lutas que, sem poder receber público, serão transmitidas pela televisão.

Ron DeSantis, governador do estado, defendeu a decisão com o argumento de que "agora é mais importante do que nunca proporcionar diversão para as pessoas".

No entanto, a medida gerou grandes críticas por parte dos fãs e da sociedade, que acusaram a WWE e seu presidente-executivo, Vincent McMahon, além dos governos estaduais, de comportamento negligente.

A maconha, produto essencial

Seja por motivos médicos e terapêuticos ou para fins recreativos, na maioria dos estados norte-americanos onde a maconha é legal, os dispensários de produtos relacionados à cannabis permanecem abertos.

É o caso de estados como Califórnia, Washington e Colorado, onde as autoridades locais consideraram esses estabelecimentos como um negócio essencial.

Além disso, segundo o Marijuana Business Daily, uma publicação especializada no setor, pelo menos 19 estados seguem permitindo a venda da droga a pacientes os cique tenham receitas médicas, para fins terapêuticos.

Armados contra o coronavírus

Os cidadãos norte-americanos que acordarem pensando que precisam de uma arma para a luta contra a covid-19 não terão nenhum problema para aumentar seu arsenal, se viverem em um dos 43 estados dos EUA em que as lojas de armamentos permanecem abertas.

Em 28 de março, esses estabelecimentos foram declarados como negócios essenciais pela administração do presidente Donald Trump em um documento da Agência de Cibersegurança e Infraestrutura, assim como hospitais, farmácias, lojas de comida e outros produtos básicos.

O texto também considerava necessário manter abertos os clubes de tiro e as fábricas de armas.

Segundo dados da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), o principal grupo de lobby a favor da venda de armas no país, essas lojas permanecem abertas sem restrições em 43 dos 50 estados.

Elas não têm permissão para funcionar apenas em Nova York, Novo México e Massachusetts. Em estados como a Califórnia, a decisão fica a cargo dos governos municipais e dos condados.

Desde meados de março, quando começaram as primeiras medidas de confinamento e fechamento de atividades não essenciais, a venda de armas, tanto em lojas como pela internet, dispararam no país. Isso foi atribuído a um receio de que a pandemia se transformasse em caos, saques ou descontrole social.

Sol, golfe e praia são essenciais

O golfe não é um esporte de contato, é praticado ao ar livre e permite que se mantenha facilmente uma distância segura dos outros jogadores. Talvez seja por isso que a maioria dos campos dedicados à modalidade nos EUA ainda permanecem abertos.

Segundo dados colhidos pela Fundação Nacional do Golfe (NGF, na sigla em inglês), apenas 14 estados ordenaram que as instalações onde se pratica esse esporte fossem fechadas. Nos demais estados não há nenhum tipo de restrição nesse sentido.

Outra das exceções mais curiosas acontece na Geórgia, onde o governador republicano Brian Kemp declarou que as praias permaneceriam abertas para que os cidadãos pudessem se exercitar, desde que mantendo o distanciamento social.

Um pouco mais ao sul, na Flórida, o prefeito de Jacksonville mandou que as praias da cidade fossem abertas ao público, com algumas restrições.

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