Rússia x Ucrânia

Internacional Macron manterá contato para tentar convencer Putin a abandonar guerra

Macron manterá contato para tentar convencer Putin a abandonar guerra

Presidente francês ofereceu ajuda para negociações abertas entre representantes diplomáticos dos países para um cessar-fogo

Agência EFE
Emmanuel Macron durante transmissão de coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2)

Emmanuel Macron durante transmissão de coletiva de imprensa nesta quarta-feira (2)

Ludovic Marin/AFP - 2.3.2022

O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta quarta-feira (2) que manterá o contato com o mandatário da Rússia, Vladimir Putin, para tentar convencê-lo a abandonar a guerra contra a Ucrânia.

Em discurso, o chefe de Estado francês acrescentou que ofereceu a ajuda da França nas negociações abertas entre porta-vozes russos e ucranianos e disse que tentou impedir que a atual guerra se espalhasse para outros países.

Macron lembrou que a União Europeia e outros aliados já adotaram sanções contra a Rússia e os seus líderes e congelaram os bens de centenas de indivíduos próximos ao governo russo.

"No entanto, não estamos em guerra com a Rússia. Sabemos o quanto estamos unidos a esse grande povo europeu, que tanto se sacrificou durante a 2ª Guerra Mundial para salvar a Europa do abismo. Estamos com todos os russos que se recusam a permitir que uma guerra indigna seja travada em seu nome", declarou.

O presidente francês enfatizou que "nem a França, nem a Europa, nem a Ucrânia, nem a Aliança Atlântica queriam esta guerra", que foi lançada em 24 de fevereiro e que, segundo Macron, pode se intensificar nos próximos dias.

No mesmo discurso, Macron comentou que o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, encarna hoje "a face da honra, da liberdade e da coragem".

Macron observou que a ofensiva russa colocou a democracia em xeque e pediu uma maior soberania política e econômica europeia.

Neste contexto, anunciou que a França ampliará o aumento das despesas de defesa acordado em 2017 "e prosseguirá a sua estratégia de independência e investimento em economia, pesquisa e inovação".

"Não podemos depender de outros, especialmente do gás russo. Defenderei uma estratégia de independência energética europeia", argumentou.

Arte R7

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