Crise na Venezuela

Internacional Maduro declara emergência na PDVSA, a petrolífera da Venezuela

Maduro declara emergência na PDVSA, a petrolífera da Venezuela

O presidente da Venezuela disse que declaração de emergência na companhia petrolífera estatal (PDVSA) é para adotar medidas urgentes e necessárias

O vice-presidente econômico, Tareck el Aissami, terá poderes incontestáveis

O vice-presidente econômico, Tareck el Aissami, terá poderes incontestáveis

Reuters/Ivan Alvarado/17.05.2019

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou nesta quarta-feira (19) emergência na companhia petrolífera estatal (PDVSA) e nomeou o vice-presidente econômico, Tareck el Aissami, como líder de uma comissão que terá poderes incontestáveis para reestruturar a indústria nacional.

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"Declaro a emergência energética da indústria de hidrocarbonetos para adotar as medidas urgentes e necessárias para garantir a segurança energética nacional e proteger a indústria da agressão imperialista", afirmou Maduro durante um evento com os trabalhadores do setor.

O chefe de governo explicou que a comissão, cujo vice-presidente será o ex-ministro do Petróleo Asdrubal Chávez, terá todo o poder para iniciar o processo de mudança, transformação e defesa abrangente de toda a indústria petrolífera.

"Estou colocando todo o poder do Estado e da nação para entrar na PDVSA com tudo. Estou lhe dando o poder, para que você possa dirigir e conduzir a indústria petrolífera para um novo modelo de gestão socialista do século 21", afirmou o presidente, se dirigindo a Chávez.

O órgão, disse o presidente, também será formado pelo ministro da Defesa, Vladimir Padrino, e seu vice, Remigio Ceballos, para que possam reunir todo o poder das Forças Armadas Nacionais Bolivarianas e, nas palavras de Maduro, "garantir a segurança de todas as instalações com um novo plano".

O atual ministro do Petróleo e presidente da PDVSA, Manuel Quevedo, fará também parte da chamada Comissão Presidencial de Defesa, Reestruturação e Reorganização da Indústria Petrolífera Nacional.

"Uma comissão que deve se reunir imediatamente, no final deste ato, e iniciar um processo de revisão e recuperação dos trabalhadores da PDVSA", destacou Maduro, que exigiu que os nomeados não aceitem desculpas e aumentem a produção de petróleo bruto para pelo menos 2 milhões de barris por dia.

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