Crise na Venezuela

Internacional Maduro quer diálogo com candidato que vencer as eleições nos EUA

Maduro quer diálogo com candidato que vencer as eleições nos EUA

Presidente da Venezuela diz que irá tentar conversar com Donald Trump ou Joe Biden após a eleição da próxima terça-feira (3)

  • Internacional | Da EFE

Maduro pregou o diálogo na coletiva desta quarta-feira, no palácio de Miraflores

Maduro pregou o diálogo na coletiva desta quarta-feira, no palácio de Miraflores

Palácio de Miraflores / Divulgação via EFE - EPA - 28.10.2020

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu nesta quarta-feira (28) um diálogo a quem vencer as eleições presidenciais de 3 de novembro nos Estados Unidos, embora tenha ressaltado que ainda não entrou contato com nenhum dos candidatos.

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"Não tivemos contato com eles (o republicano e atual presidente, Donald Trump, e o democrata Joe Biden). Vamos esperar que as eleições presidenciais passem, não sei quem vai ganhar, e vamos ter apenas uma política: diálogo, diálogo e diálogo com quem vencer nos Estados Unidos", declarou Maduro em entrevista coletiva.

Diálogo com os EUA

O presidente venezuelano afirmou que desde que o chavismo chegou ao poder na Venezuela em 1999, o movimento teve contatos com as autoridades americanas "em meio ao pior conflito" com os ex-presidentes Bill Clinton, George W. Bush, Barack Obama e Trump.

Por esta razão, ele ofereceu "a certeza" de que, não importa quem ganhe as eleições nos EUA, o novo presidente "terá um interlocutor válido na Venezuela".

"E esse interlocutor válido, que exerce a presidência e o poder, se chama Nicolás Maduro Moros", frisou.

Por fim, o líder venezuelano disse desejar que as conversas com Trump, se ele for reeleito, ou com Biden, se chegar à Casa Branca, lhe permitam superar "os obstáculos da política imperialista".

Os Estados Unidos reconhecem o líder opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela, assim como cerca de outros 50 países, desde que o congressista anunciou em 23 de janeiro de 2019 que assumiria essa posição com base em sua leitura pessoal da Constituição venezuelana.

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