Internacional Maior cidade da Bolívia fica coberta por fumaça de incêndios florestais

Maior cidade da Bolívia fica coberta por fumaça de incêndios florestais

Na região de Santa Cruz de la Sierra, incêndios florestais devastaram nas últimas semanas uma área de 600 mil hectares

Agência EFE
A fumaça cobriu a cidade de Santa Cruz de la Sierra nesta terça

A fumaça cobriu a cidade de Santa Cruz de la Sierra nesta terça

Juan Carlos Torrejón / EFE - 24.8.2021

A maior cidade da Bolívia, Santa Cruz de la Sierra, ficou coberta nesta terça-feira (24) pela fumaça causada por incêndios florestais que devastaram nas últimas três semanas uma área de quase 600 mil hectares no departamento (estado) do qual ela é capital.

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De manhã, em algumas partes da cidade, a visibilidade ficou muito prejudicada devido à forte fumaça.

Além disso, ao menos nove municípios do departamento de Santa Cruz, no centro-leste do país, estão em situação de emergência devido aos incêndios.

Em entrevista coletiva, Yovenka Rosado, chefe da unidade de combate a incêndios do governo de Santa Cruz, disse que cerca de 597.459 hectares foram devastados, sendo os municípios de San Matías, San Rafael, San Ignacio de Velasco e Charagua os de "maior concentração de focos" das chamas.

Segundo Rosado, o incêndio mais recente em uma área protegida ocorreu no Parque Nacional Otuquis, na tríplice fronteira com o Brasil e o Paraguai, para onde serão enviados técnicos e recursos para combater o fogo.

Mais de 4 mil focos no mês

O sistema de alerta de incêndios florestais do gabinete do governador de Santa Cruz registrou 65 focos de incêndio hoje, elevando o total até agora em agosto para 4.894, e desde janeiro para 19.618.

De acordo com este sistema, "73% do departamento está sob risco extremo de incêndios florestais, levando em conta as condições climáticas, a seca na floresta, os ventos acima do normal e as altas temperaturas", conforme disse Rosado.

Em 2019, uma série de incêndios devastou quase 5 milhões de hectares de florestas na Bolívia e ficou marcada como um dos desastres ecológicos mais graves da última década no país, pois também afetou áreas protegidas, como parques naturais de alto valor ambiental.

No ano passado, o número foi reduzido em 62%, mas mesmo assim foi declarada situação de "desastre natural" por parte do governo, para facilitar meios de combater os incêndios.

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