Terror na Europa
Internacional Manifestação deve reunir mais de um milhão de pessoas em Paris neste domingo

Manifestação deve reunir mais de um milhão de pessoas em Paris neste domingo

Marcha Republicana foi convocada após atentado que matou 12 na redação do semanário Charlie Hebdo e defende a liberdade de expressão

Manifestação deve reunir mais de um milhão de pessoas em Paris neste domingo

Manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira (7), reafirmará o repúdio ao terrorismo e à defesa de valores republicanos como a liberdade de expressão e de opinião

Manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira (7), reafirmará o repúdio ao terrorismo e à defesa de valores republicanos como a liberdade de expressão e de opinião

Reprodução/Facebook

A manifestação, batizada inicialmente de Marcha Republicana, convocada para este domingo (11) em Paris, promete ser uma das maiores dos últimos anos na capital francesa. Deverá reunir mais de um milhão de pessoas, incluindo intelectuais e religiosos, além de personalidades e políticos de diversos países.

A manifestação convocada após o assassinato de 12 jornalistas e cartunistas da publicação satírica Charlie Hebdo, na quarta-feira, reafirmará o repúdio ao terrorismo e a defesa dos valores republicanos, como a liberdade de expressão e de opinião.

Entre os políticos que confirmaram presença no domingo estão chefes de Estado e de governo de Portugal, da Espanha, Itália, do Reino Unido, da Turquia e Alemanha, e representantes da Rússia e do Egito, país que mantém uma tensa relação diplomática com a França.

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Para além da manutenção do mais alto estado de alerta na capital francesa, uma vez que são mantidas as ameaças terroristas, haverá mais 5.500 homens nas forças de segurança.

Neste sábado, cerca de 700 mil pessoas manifestaram-se por toda a França em solidariedade aos 17 mortos nos ataques terroristas desta semana, informou o ministro do Interior, Bernard Cazeneuve.

Partidos políticos e organizações da sociedade civil francesa convocaram essa grande manifestação em Paris em homenagem às vítimas do atentado de ontem contra o semanário satírico Charlie Hebdo.

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A marcha inicialmente seria realizada no sábado, mas o gabinete do primeiro-ministro, Manuel Valls, disse que o ato foi adiado para "garantir as melhores condições de mobilização e de segurança".

Nicolas Sarkozy, presidente do principal partido da oposição, a conservadora União por uma Maioria Popular (UMP), afirmou que se somaria à convocação "se houver as condições", após ser recebido no Palácio do Eliseu pelo presidente francês, François Hollande.

A ultradireitista Frente Nacional (FN) também poderá participar da manifestação. A ideia é percorrer um trajeto da Place de la Republique até a Place de la Nation. A presidente da FN, Marine le Pen, foi convidada por Hollande para se encontrar com ele neste domingo e conversar sobre as consequências do ataque contra o Charlie Hebdo, dentro da rodada de reuniões com os líderes do "conjunto das formações políticas" do país, segundo Valls.

Perguntado em entrevista pelo rádio sobre uma eventual exclusão da FN, o primeiro-ministro ressaltou que o principal "objetivo é a união nacional", na qual "não pode haver exclusão".

O chefe do governo socialista acrescentou que "a união nacional é a única resposta possível", e que isso significa assumir "os valores da República" e "evitar as divisões", o que "é o objetivo dos terroristas".

O Conselho Francês do Culto Muçulmano (órgão de representação perante o Estado das organizações de credo islâmico) pediu aos seus fiéis que participem em massa da manifestação de domingo.