Internacional Marrocos anuncia que terá relações com Israel 'o quanto antes'

Marrocos anuncia que terá relações com Israel 'o quanto antes'

Anúncio foi feito pelo rei Mohamed VI em conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump

  • Internacional | Da EFE

Marrocos voltará a ter relações diplomáticas com o governo de Israel

Marrocos voltará a ter relações diplomáticas com o governo de Israel

Pixabay

O governo marroquino declarou na quinta-feira (11) que estabelecerá relações diplomáticas com Israel "o quanto antes" e anunciou voos diretos entre Marrocos e Israel.

O anúncio foi feito pelo rei Mohamed VI, em conversa por telefone com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na qual o mandatário americano anunciou a abertura de um consulado na cidade de Dakhla, no Saara Ocidental, um forte sinal de apoio à soberania marroquina na disputa sobre este território.

Esses anúncios, que constituem uma importante virada na política marroquina e uma conquista sem precedentes em seu apoio internacional à questão do Saara, foram anunciados em comunicado do Gabinete Real marroquino, dado que a política externa é um dos domínios exclusivos do monarca.

As relações diplomáticas se materializarão na "reabertura dos escritórios de ligação nos dois países", como existiam até 2002, o que sugere que não terão o status de embaixadas. Serão escritórios com funções principalmente econômicas e tecnológicas.

Quanto aos voos diretos, essas operações buscam facilitar a visita da grande comunidade judaica de origem marroquina (centenas de milhares de pessoas) ao Marrocos, além de outros turistas israelenses.

O rei destacou que estas medidas "de nenhuma maneira afetam o compromisso permanente e sustentado do Marrocos com a causa palestina" em favor de "uma paz justa e duradoura no Oriente Médio".

De acordo com o monarca, o país apoia uma solução baseada em dois Estados (Israel e Palestina) vivendo juntos em paz e segurança, na qual "o status especial de Jerusalém e o respeito pela prática dos ritos religiosos das três religiões monoteístas" é preservado, mas não menciona mais Jerusalém como a capital única e indivisível da Palestina.

Com relação à forte declaração de Trump sobre o Saara Ocidental (o governo dos EUA reconheceu a soberania marroquina sobre o território e que a única base para uma solução do conflito era a proposta marroquina de autonomia), Mohamed VI expressou a Trump "sincera gratidão pelo franco e inequívoco apoio à marroquinidade do Saara".

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