Internacional Médicos exigem que Navalny pare 'imediatamente' greve de fome

Médicos exigem que Navalny pare 'imediatamente' greve de fome

Junta teve acesso a exames de opositor russo e diz que sua vida corre risco se a alimentação não for retomada

  • Internacional | Da AFP

Opositor russo está em greve de fome desde 31 de março

Opositor russo está em greve de fome desde 31 de março

Divulgação via EFE - EPA - 12.2.2021

Os médicos do opositor russo Alexei Navalny exigiram nesta quinta-feira (22) que ele detenha o quanto antes a greve de fome que iniciou em 31 de março em protesto contra as condições de sua prisão.

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O cardiologista Yaroslav Ashijmin e outros médicos informaram em um comunicado terem pedido ao principal opositor do presidente russo, Vladimir Putin, que "detenha imediatamente a greve de fome para preservar sua vida e saúde".

Os especialistas, entre eles sua médica pessoal, Anastasia Vasilieva, explicaram que tiveram acesso aos resultados de exames feitos em Navalny desde sua transferência no começo da semana a um hospital para presos com tuberculose.

Saúde em risco

"A manutenção do jejum pode prejudicar consideravelmente a saúde de  Alexei Navalny e pode levar ao resultado mais triste: a morte", acrescentaram.

O opositor teria "sintomas de insuficiência renal, sintomas neurológicos graves e de hiponatremia grave" — um transtorno metabólico —, que podem provocar doenças mais graves, afirmaram.

"Se a greve de fome continuar inclusive por pouco tempo, infelizmente não teremos ninguém a quem curar", alertaram os médicos, pedindo às autoridades transferir Navalny para um hospital em Moscou, onde possa receber "cuidados adequados".

O opositor de 44 anos está em um centro em Vladimir, 180 km ao leste de Moscou, para onde foi transferido da colônia penitenciária de Pokrov, na mesma região.

O ativista anticorrupção foi preso em janeiro ao retornar à Rússia após passar cinco meses convalescendo na Alemanha, onde se recuperou de um envenenamento que atribui ao Kremlin. Moscou nega as acusações.

Desde 31 de março, o opositor russo está em greve de fome em protesto contra suas condições de prisão. Os países ocidentais pedem sua libertação.

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