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Internacional Médicos venezuelanos pedem ajuda para vacinação contra covid

Médicos venezuelanos pedem ajuda para vacinação contra covid

Auxílio internacional é necessário para que o país evite o que seria uma catástrofe humanitária, segundo autoridades da saúde

Ajuda evitará uma catástrofe humanitária no país

Ajuda evitará uma catástrofe humanitária no país

EFE/ Miguel Gutiérrez

A Academia Nacional de Medicina da Venezuela pediu, nesta segunda-feira (24), urgência na colaboração internacional para conseguir a vacinação contra a covid-19 e, assim, "evitar uma catástrofe humanitária" no país, após constatar que o número de doses recebidas é "insignificante" em relação à necessidade de imunização da população.

"É urgente a colaboração e cooperação internacional para obter as doses necessárias de vacinas e assim evitar o aprofundamento da complexa emergência humanitária que atinge o país desde 2016", afirmou a entidade, em comunicado que chega um dia após o presidente Nicolás Maduro anunciar uma "nova fase de vacinação".

O comunicado ressaltou que a quantidade de "vacinas recebidas até agora é insignificante em comparação com a necessidade de vacinar pelo menos 15 milhões de pessoas, ou 70% da população adulta do país", e que também não há informações oficiais sobre o número de doses aplicadas até o momento.

"Mas acredita-se que sejam menos de 300 mil, com rumores crescentes de um forte mercado clandestino de vacinas", disse.

Segundo dados da oposição venezuelana, neste mercado clandestino as vacinas podem ser obtidas por até US$ 600 (cerca de R$ 3,2 mil).

A academia também alertou que "nem tudo que chega" à Venezuela são vacinas, mas também "produtos experimentais cubanos (Soberana 02 e Abdala, que estão em ensaios clínicos em Cuba) e um da Rússia (EpiVacCorona)".

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Também lembrou ainda que o país está recorrendo à "automedicação com terapias não comprovadas" incluindo as "gotas milagrosas" cujo nome oficial é Carvativir, um antiviral sem aval científico promovido por Maduro.

O presidente venezuelano anunciou ontem que uma nova fase de vacinação contra a covid-19 estará começando nesta semana, relatando a chegada de 1,3 milhão de doses vindas da China.

Maduro, porém, não especificou o número total de doses que o país recebeu, apesar das dúvidas que existem desde que diferentes autoridades passaram a dar números contraditórios sobre os imunizantes recebidos.

Segundo os dados da própria presidência, a última vez que falou de números, no final de abril, seriam 930 mil doses que teriam sido recebidas até então, mas o ministro da Saúde, Carlos Alvarado, disse, depois que a Venezuela recebeu 1.480.000 doses, sem falar na origem ou na data de chegada.

De acordo com o plano anunciado pelo presidente, em princípio, a prioridade era vacinar os profissionais da saúde. Porém, até hoje ainda existem trabalhadores do setor sem receber as doses, enquanto políticos, deputados e autoridades, incluindo o próprio Maduro, já foram imunizados.

Segundo dados oficiais, a Venezuela registrou até o momento 223.345 casos e 2.513 mortes por covid-19.

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