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Internacional Mercado publicitário chinês se adapta a pandemia de coronavírus

Mercado publicitário chinês se adapta a pandemia de coronavírus

Pesquisa realizada pelo Dentsu Aegis Network mostra que executivos investiram no meio digital e estão focando na recuperação após quarentena 

  • Internacional | Do R7

Mercado chinês se adapta a quarentena e pandemia

Mercado chinês se adapta a quarentena e pandemia

Thomas Peter/Reuters - 23.3.2020

A pandemia de coronavírus atingiu a China em cheio em janeiro em todos os setores. Com as quarentenas e restrições de movimento, o comércio e a economia caíram e o mercado publicitário está tendo que se adaptar a nova forma de consumo dos cidadãos.

Agora, dois meses depois que o país entrou em quarentena, algumas regiões estão suspendendo as quarentenas, como a província de Hubei, berço da doença, que nesta semana teve o recomeço lento da rotina.

A empresa Dentsu Aegis Network (DAN) promoveu um estudo para entender como os publicitários chineses estão respondendo à crise, os impactos no comércio local e como eles estão agindo em uma situação sem precedentes, chamando o momento de um "novo normal".

A pesquisa foi feita entre os dias 28 de fevereiro a 3 de março e contou com 155 executivos seniores do mercado publicitário chinês e mostra como os profissionais estão gerenciando a crise, as expectativas quando a rotina voltar ao normal e os problemas atuais.

Mudança na mensagem

Segundo a pesquisa, os executivos estão sendo proativos no gerenciamento da crise e 22% dos entrevistados disseram que estão mudando a mensagem e o público das campanhas, com mudanças criativas e geográficas.

O mercado online também sofreu mudanças, com 14% dos executivos dizendo que estão investindo mais nos serviços disponíveis na internet e apenas 7% disseram que iam interromper os investimentos por hora.

Ainda não se sabe qual a melhor forma de agir, e a divisão fica clara na pesquisa, já que metade dos anunciantes disseram que estão focando nas propagandas agora e a outra metade está adiando as campanhas com um foco promocional.

Foco na recuperação

A pandemia ainda está presente na China e já afetou quase todos os países do mundo, mas os anunciantes já estão focando na recuperação depois de dois meses.

Segundo o DAN, 77% dos anunciantes já estão fazendo planos para a recuperação e 33% estão pensando em formas de aumentar os investimentos em ecommerce.

Com mais de um bilhão de pessoas em casa durante a quarentena, as compras online atingiram um novo patamar em fevereiro, mas agora estão caindo.
O uso da internet e da tecnologia como aliada neste momento é uma das preocupações dos executivos, que também pensam em investir na presença online com redes sociais, lives e outras formas de interagir com públicos alvo.

Informação por meios confiáveis

O uso de internet aumentou durante o mês de fevereiro e os chineses começaram a procurar se informar por veículos de comunicação que consideram confiáveis, como CCTV News, People’s Daily e o People’s Network pelo TikTok.

O tempo gasto na frente de telas também aumentou, com uma média de 7.3 horas gastas vendo televisão ou assistindo aos canais por plataformas na internet.

Quarentena para aprender coisas novas

Durante esse tempo, as principais pesquisas na internet não ficaram apenas nos efeitos da pandemia, que já deixou mais de 470 mil doentes e 21 mil mortos, e focaram em como manter a rotina dentro de casa.

De acordo com a pesquisa, os chineses queriam encontrar recomendações de onde comprar carnes e vegetais para entrega, plataformas de estudo online, regulamentos da quarentena e como saber se está com febre, um dos principais sintomas do coronavírus.

Os chineses usaram o tempo disponível em casa nesses dois meses para aprender coisas novas, e, segundo um estudo, 42% dos entrevistados usaram plataformas de estudo online e outros 31% aprenderam algo que consideram difícil e que consumisse mais tempo.

Previsão para o futuro

É impossível dizer com clareza quando a pandemia vai passar e quando a vida vai, de fato, voltar à normalidade, mas o DAN conclui que este é um momento crucial para as empresas se avaliarem e investir em formas digitais de se conectar com seus consumidores.

“Estejam preparados para um ressurgimento de demanda quando a pandemia passar e encontrem um jeito de reconhecer o auto-sacrifício dos seus consumidores e comemorem com eles”, conclui.

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