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Internacional Mercados britânicos ficam sem comida após aumento de casos

Mercados britânicos ficam sem comida após aumento de casos

Pessoas que tiveram contatos com infectados são obrigadas a se isolar, o que está fazendo abastecimento de comida cair

AFP
Mercados no Reino Unido estão ficando sem comida após aumento de casos

Mercados no Reino Unido estão ficando sem comida após aumento de casos

Henry Nicholls/Reuters - 15.3.2020

A federação de varejistas britânicos pediu ao governo nesta quinta-feira (22) que relaxe as regras que impõem quarentenas aos casos de contato com pessoas infectadas pelo coronavírus, uma medida que ameaça o abastecimento dos supermercados diante do aumento de contágios no Reino Unido. 

É uma epidemia dentro da pandemia, apelidada de "pingdemic" pelos britânicos, em um trocadilho entre "ping" (receber uma notificação) e "epidemic" (epidemia).

O número de novos positivos no país disparou nas últimas semanas, chegando a 50 mil por dia. Com isso, centenas de milhares de casos de contato foram obrigados a se isolar, desfalcando muitos setores econômicos: dos transportes à distribuição de alimentos.

Fotos de prateleiras de supermercados vazias estampavam as primeiras páginas da maior parte dos jornais britânicos nesta quinta-feira.

"Essa 'pingdemic' aumenta a pressão sobre a capacidade dos varejistas de manter o horário de funcionamento e reabastecer as lojas", alertou o diretor da federação de varejistas British Retail Consortium, Andrew Opie. 

"O governo deve agir rapidamente", destacou. 

Diversas redes de supermercados, assim como a associação de produtores de carne e transportadoras, também denunciaram a escassez de mão de obra. Parte destes funcionários se viu obrigada a ficar de quarentena.

O governo prometeu isentar certos trabalhadores essenciais da obrigação de cumprir dez dias de isolamento, desde que tenham recebido as duas doses da vacina, ou testado negativo para covid-19.

Isso já se aplica, desde segunda-feira (19), aos trabalhadores de saúde pública "em circunstâncias excepcionais".

O ministro de Empresas, Kwasi Kwarteng, disse à emissora BBC nesta quinta-feira que a lista de trabalhadores isentos será publicada durante o dia, mas advertiu que será "muito limitada". 

Um dos países europeus mais atingidos pela pandemia, com quase 129 mil mortes, o Reino Unido enfrenta uma nova onda de casos, devido à variante Delta do coronavírus, muito mais contagiosa do que as anteriores.

Ainda assim, na segunda-feira, o Executivo de Boris Johnson suspendeu quase todas as restrições sanitárias restantes na Inglaterra, abandonando o distanciamento social e o uso obrigatório de máscara em ambientes fechados. O governo conta com sua avançada campanha de vacinação que, até agora, limitou o número de hospitalizações e de mortes.

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