Internacional Milhares protestam nos EUA após policial branco matar homem negro

Milhares protestam nos EUA após policial branco matar homem negro

George Floyd foi sufocado por um policial branco que se ajoelhou sobre o seu pescoço durante uma abordagem em Minneapolis

  • Internacional | Da EFE, com R7

'Não consigo respirar': faixa repete últimas palavras de Floyd, sufocado por policial

'Não consigo respirar': faixa repete últimas palavras de Floyd, sufocado por policial

A cidade de Minneapolis, no estado de Minnesota nos Estados Unidos, foi palco de protesto que reuniu milhares de pessoas durante a tarde a a noite desta terça-feira (26), um dia após George Floyd, um homem negro, ser sufocado até a morte por um policial branco durante uma abordagem.

A manifestação começou no local em que aconteceu a ação policial e terminou perto de uma delegacia nos arredores. A indignação dos manifestantes transformou-se em ataques à delegacia, que teve o vidro da porta de entrada quebrado, e também a viaturas que estavam estacionadas nas proximidades.

Polícia dispersou manifestação com bombas

Polícia dispersou manifestação com bombas

Reprodução Twitter @SCIENCEBYMAIL via Reuters - 26.5.2020

A polícia antidistúrbios local lançou gás lacrimogêneo e fez disparos com bala de borracha para dispersar o grupo, segundo relatou o jornal The Star Tribune.

Durante o protesto, as pessoas gritavam "Não posso respirar", em referência a frase que Floyd repetiu várias vezes, enquanto o policial apoiava o joelho no pescoço do homem, o que durou alguns minutos, até a perda da consciência dele.

Policial foi flagrado em vídeo com joelho no pescoço da vítima

A deputada Ilhan Omar, do Partido Democrata, se manifestou e criticou a polícia, considerando que a reação ao protesto foi desproporcional, sem qualquer tentativa de moderar a situação.

"O que está ocorrendo na cidade é vergonhoso. Disparar balas de borracha e gases lacrimogêneos em manifestantes desarmados, quando há crianças presentes, não deveria ser tolerado. Nunca", disse a parlamentar.

'Parem de matar nossa gente', diz cartaz nas mãos de menino negro

'Parem de matar nossa gente', diz cartaz nas mãos de menino negro

Carig Lassig / EFE-EPA - 26.5.2020

Ontem à tarde, o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, revelou ter demitido os quatro agentes "com ligação aos fatos que resultaram na morte de Floyd". Entre eles, está o policial que foi flagrado por imagens se ajoelhando no pescoço do homem.

"Ser afro-americano nos Estados Unidos não deveria ser uma pena de morte", admitiu o chefe do Executivo municipal.

As autoridades do estado de Minnesota e o FBI iniciaram investigações sobre a morte de Floyd, segundo aponta a imprensa local.

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