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Internacional Ministra afirma que Argentina vive pior momento da pandemia

Ministra afirma que Argentina vive pior momento da pandemia

Titular da Saúde, Carla Vizzotti explica que aumento de casos já pressiona sistema hospitalar do país e justifica suspensão das aulas

  • Internacional | Da EFE

Vacinação continua mais concentrada entre idosos na Argentina

Vacinação continua mais concentrada entre idosos na Argentina

Juan Ignacio Roncoroni / EFE - 15.4.2021

A ministra da Saúde da Argentina, Carla Vizzotti, disse nesta quarta-feira (21), que o país "vive o pior momento da pandemia" e que o sistema de saúde "está sob tensão", razão pela qual justificou a polêmica suspensão das aulas presenciais na região mais populosa do país, medida para conter a escalada de novos casos de covid-19.

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"A Argentina vive o pior momento da pandemia desde 3 de março do ano passado", disse Vizzotti, em entrevista coletiva. "Este é o momento de maior risco, foi por isso que a Argentina tomou esta decisão".

A ministra referiu-se à suspensão das aulas presenciais, entre outras restrições, até o próximo dia 30, na região metropolitana de Buenos Aires (AMBA), a mais populosa do país, o que gerou uma disputa político-judicial entre a capital argentina — um dos dois distritos que regem a AMBA — e o governo do país.

Essa medida também provocou várias mobilizações de pais, alunos e professores que são a favor das aulas presenciais.

"Percebeu-se que o aumento do número de casos foi exponencial e que colocava em risco a possibilidade de resposta do sistema de saúde", explicou.

De acordo com os dados fornecidos, a situação epidemiológica é diferente do ano passado devido à velocidade de aumento das infecções e à circulação de novas variantes.

Ela também acrescentou que, embora a AMBA esteja em situação crítica em relação aos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) e na velocidade de aumentos dos casos, as infecções estão crescendo exponencialmente na maior parte do país: 75% dos municípios com mais de 45 mil habitantes estão em elevado risco epidemiológico.

A Argentina bateu recordes diários do número de casos, e acumulou 2.743.620 infecções e 59.792 mortes desde o início da pandemia.

Na semana passada, o governo federal emitiu um decreto suspendendo as aulas presenciais por duas semanas, ao qual o governo local de Buenos Aires, que defende que a escolaridade não é fonte de contágio, se opôs porque, segundo as autoridades, é uma medida não regulamentada e imposta pelo país.

De acordo com Carla Vizzotti, a decisão do governo é baseada em "priorizar a saúde e o risco coletivo".

Sistema de saúde sob tensão

A ministra argentina não descartou novas medidas restritivas. "Precisamos diminuir a velocidade das infecções e reduzir a quantidade de internações nas UTIs", afirmou.

Segundo dados oficiais, 64,9% dos leitos de UTI estão ocupados em todo o país, mas esta porcentagem sobe para 75% se considerarmos apenas Buenos Aires e sua populosa periferia.

Carla Vizzotti disse que o sistema de saúde está se reorganizando para dar alta e minimizar as cirurgias agendadas, pois 40% dos leitos estavam ocupados por pacientes com outras doenças.

Enquanto isso, ela esclareceu que o número de casos confirmados "tem uma proporção significativa de pessoas mais brandas", com menos sintomas e até assintomáticos "porque a capacidade de teste aumentou muito".

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