Internacional Moçambicanos buscam refúgio há uma semana após ataque terrorista

Moçambicanos buscam refúgio há uma semana após ataque terrorista

Fluxo de pessoas que saem de Palma em barcos, a pé ou em ônibus rumo a distritos vizinhos aumenta diariamente

Ataque terrorista completa uma semana nesta quarta-feira (31)

Ataque terrorista completa uma semana nesta quarta-feira (31)

Alfredo Zuniga / AFP

O deslocamento de milhares de pessoas está aumentando após o ataque contra Palma, no norte de Moçambique, uma semana depois do violento ataque de grupos extremistas islâmicos, informaram várias organizações.

Os deslocados continuam chegando a pé, em ônibus ou barcos, em diferentes regiões da província de Cabo Delgado, depois de abandonarem tudo, afirmam organizações internacionais, ONGs e testemunhas de refúgios.

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Ao longo de uma semana, quase 5.400 deslocados chegaram em distritos vizinhos, afirma a Organização Internacional para as Migrações (OIM), acrescentando que este movimento "se acelera significativamente".

Duas embarcações que transportam mais de 1.100 deslocados chegaram em Pemba, porto e capital provincial, localizada a mais de 200 km ao sul. Os passageiros, no entanto, ainda não puderam desembarcar por causa dos controles de segurança, destaca a OIM. As autoridades suspeitam que entre eles há extremistas escondidos.

"Ajudamos as famílias a se identificarem" para poder "localizá-las", explica à AFP Margarida Loureiro, funcionária da Agência das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR) em Pemba, enquanto as comunicações continuam muito difíceis na região.

A quantidade de refugiados "continuará aumentando nos próximos dias. Milhares continuam se escondendo na floresta, com a esperança de chegarem a uma área segura a pé, o que pode levar dias e dias", acrescenta.

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Os grupos que se dirigiam à vizinha Tanzânia voltaram, desanimados devido às dificuldades para atravessar o rio Ruvuma, de acordo com a ACNUR.

O ataque violento da semana passada, a apenas 10 km de um megaprojeto de gás, provocou dezenas de mortes, informou o governo, acrescentando que há muitos desaparecidos.

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